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 INTRODUÇÃO

   

Casa-se a beleza com o Pinhal e a criatividade com o operário vidreiro. Nascem na Marinha Grande os mais belos cristais de Portugal. Ao mesmo tempo, pela linha litoral, deslumbram praias apetecíveis, iodadas, esplêndidas de sol que bronzeia e de ondas fascinantes para o desejo de frescura e desporto. Umas são longas, sossegadas, rodeadas de pinheiros e coloridas de barcos típicos. Praia da Vieira, Praia Velha, Praia da Concha e Pedras Negras. Outras há que são pequenas e abrigadas. De todas S. Pedro de Moel é considerada a rainha coroada por um passado poético, animadas piscinas, casario aristocrático e ambiente elegante.

Uma companhia secular, intensamente verde, em léguas e léguas em redor. Um Pinhal majestoso na paternidade, no porte e na audácia das suas pequenas naus e caravelas, com as quais alargou o Mundo, ganhou para sempre o respeito do seu rival oceano e a paixão da sua eterna companheira - a Marinha Grande.

Terra começada no final da centúria de quatrocentos quando do Pinhal, semeado acerca de cem anos antes por El - Rei D. Dinis, saía a madeira para as naus Henriquinas.

Muito cresceu a Marinha Grande desde que foi construída, em 1769, por iniciativa do Marquês de Pombal, a Real Fábrica de Vidros de Guilherme Stephens, bem justificada pela abundância da necessária matéria-prima - a lenha e a areia.

Hoje os monumentos da Marinha Grande são as suas fábricas e as obras dos seus operários. Notáveis as fachadas pombalinas da Fábrica Irmãos Stephens e da Câmara Municipal. Espantosa a habilidade, o esmero e o saber dos seus operários que num assopro e num toque de lapidação, transformam uma bola de fogo numa finíssima e delicada peça de cristal, digna de figurar em baixelas reais.

É inesquecível a visita ao Museu do Vidro, pequeno mundo de arte, saber e de imensas prendas e recordações.

Conjugada a história do Pinhal e da Cidade, seguem os caminhos através do precioso reino do verde pinho cruzado de magia, raios de sol, vida, ribeiros sussurrantes, delicadas plantas de infinitas espécies e recantos paradisíacos - como aquele da Ponte Nova - por onde dá gosto parar, passear correr ou simplesmente repousar e contemplar esta sumptuosa catedral verde.

S. Pedro de Moel está ali mesmo, entre o pinhal e o mar, esplêndida, inspirada na poesia de Afonso Lopes Vieira, abrigada numa concha de casario riscado de bom gosto e feliz pelo seu ambiente animado e elegante. Os hotéis. A piscina. O surf.  emoções, novos amigos. As esplanadas. Os restaurantes virados ao mar e ao sabor dos mariscos e dos peixes frescos. E, em noites quentes de aventura e alegria, novas emoções, novos amigos.

Mais além, sempre na companhia do Pinhal e de uma sucessão de praias tranquilas, de longos areais cheios de sol e de ondas apetecíveis - como a da Praia Velha e Pedras Negras - desponta a Praia de Vieira que tem por amena companhia a foz do rio Lis, o perfil baixo e claro do seu casario, a distinção alegre dos trajes ou do linguarejar das suas gentes, o colorido dos chapéus de sol à mistura com vistosos barcos de proa curva e afilada que, neste areal de oiro, repousam à espera da maré, à espera da faina.

 

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