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O Pinhal está
praticamente todo localizado no Concelho de Marinha Grande, do qual ocupa cerca
de dois terços da superfície.
Começa junto à foz do rio Lis e estende-se pela faixa
litoral, para sul até Água de Madeiros; daí para o interior até à Guarda da
Lagoa Cova; depois até quase em linha recta, até Vieira de
Leiria; por fim
segue o rio Lis até à sua foz.
Embora de admita, que já no tempo de D. Dinis tenha sido
contado só em 1597 (reinado de Filipe, o rei espanhol que muito se interessou
pelo Pinhal) foi devidamente demarcado com colocação de marcas à sua volta.
No entanto só depois do levantamento feito por Bernardino Barros Gomes, á
volta do ano de 1867, se definiram realmente os limites da grande mata, que
salvo pequenas alterações, se mantiveram até cerca de 1920.
A partir desse ano e devido à autonomia concedida à Marinha
Grande com a restauração do seu Concelho, esses limites foram alterados com a
cedência à nova autarquia de algumas parcelas de terrenos imprescindíveis ao
seu desenvolvimento.
Em face dessas cedências em 1920, e doutros benefícios
concedidos estranha agora o povo marinhense que nos últimos anos o Chefe da
Circunscrição florestal tenha entravado o desenvolvimento do Concelho negando
a cedência de mais parcelas de terreno que permitam esse desenvolvimento.
A área do Pinhal, segundo o Ordenamento de 1980, era nessa
data, de 11 032,26 hectares.
Daí e até finais do século XIX, mesmo depois do aparecimento
da chapa de ferro que em grande parte substitui a madeira, na construção
naval, o Pinhal continua a fornecer os estaleiros, pois a construção naval em
madeira, enveredou por um outro tipo de barcos: lugres bacalhoeiros, arrastões,
traineiras, etc..
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