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Foi romancista, jornalista e
dramaturgo.
Açoriano por nascimento
(nasceu em Angra do Heroísmo em 13 de Abril de 1850), viveu muitos anos
na Marinha Grande, onde casou com D. Maria das Dores Ferreira e onde veio
a falecer a 8 de Setembro de 1917, estando sepultado no velho cemitério
local.
Veio com oito anos para a
cidade de Leiria, onde fez estudos primários e cumpriu o Serviço
Militar, como professor na Escola Regimental. Em Leiria escreveu os seus
primeiros trabalhos: Milagre da Senhora da Encarnação, A filha do
Regedor e Nariz de cera.
Transferido para Lisboa por
interferência do seu amigo Dr. Afonso Xavier Lopes Vieira, pai do poeta
Afonso Lopes Vieira, aí desenvolveu grande actividade literária e política.
Figurou entre os redactores dos jornais Revolução de Setembro, O Século
e Diário de Notícias. Filiou-se no Partido Regenerador e depois na
Esquerda Dinástica.
Dedicou toda a sua vida ao
estudo da história, esquadrinhando documentos, folheando livros
amarelecidos e carcomidos pelo tempo, para poder escrever muitas das suas
obras históricas. Foi esse trabalho intelectual que o levou a contrair
uma grave anmésia, esquecendo até as letras do seu nome. Escreveu mais
de uma dezena de livros, romances históricos, impregnados de muitas
verdades descritas de um modo fascinante: leitura agradável, viva,
impressionante. O Século publicou em folhetim muitas das suas
obras: A filha do polaco, Marquês de Pombal, Luís de Camões, Ala dos
Namorados, Guerreiro e Monge, etc..
Como dramaturgo, escreveu a
peça Torpeza, a propósito do ultimato inglês, que se exibiu
durante alguns anos nos Teatros Alegria, Príncipe Real e Ginásio, sempre
com muito agrado. A peça, escrita em 1891, foi um libelo patriótico
contra a tirania inglesa. O público saudava-a calorosamente à subida do
pano, cantando de pé 'A Portuguesa'.
Campos Júnior reformou-se
do Exército em 1899, no posto de Capitão, para se dedicar inteiramente
às letras e à política. Voltou a Leiria, onde, como redactor principal,
dirigiu o semanário Distrito de Leiria. Logo após a implantação
da Republica velo viver para a Marinha Grande, terra de sua mulher.
Habitou o nº 40 da R. Machado Santos.
Foi agraciado com várias
condecorações, como as de Grande Cavaleiro da Ordem de Cristo, Oficial
de Santiago, Medalha de Prata de Comportamento Exemplar e Mérito Militar
de Espanha.
Embora a Marinha Grande
tenha já perpetuado o grande escritor, atribuindo o seu nome a uma das
artérias principais da vila, achamos que seria justo colocar uma lápide
na casa onde morreu.
(Esta biografia é baseada
na Ilustração Portugueza de 24 de Setembro de 1917 e na Voz da
Marinha Grande de 1O de Abril de 1947).
in:
"Cidade da Marinha Grande - Subsídios para a sua História - João Rosa Azambuja"
Para Cima...
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