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Nasceu na Marinha Grande, em 8 de Dezembro de 1905, e faleceu em Lisboa, a
10 de Julho de 1975.
Era filho de Augusto Ribas Neves de Sousa e de Maria Da Conceição da
Natividade Dinis Neves de Sousa.
Muito novo ainda, pois tinha somente 13 anos, compôs um inspirado soneto,
"Crepúsculo triste", mostrando grandes qualidades poéticas.
Pertencente a uma família de poetas e artistas - como Ilídio Duarte de
Carvalho e José Duarte de Carvalho, seus primos, e Júlia da Natividade
Dinis, sua tia, além de outros, que foram poetas de grande inspiração -
não seria difícil augurar-lhe um futuro auspicioso.
Cursou o liceu de Leiria e completou os seus estudos em Lisboa, onde se
diplomou em Contabilidade e Tecnologia. Sempre ávido de saber, estudou
ainda linguística e filosofia.
Foi um estrénuo defensor da pureza do idioma português, tendo sido sócio
fundador da Sociedade de Língua Portuguesa. Foi professor de Letras e
grande conhecedor de sintaxe, estilística e composição poética.
Cultivou o soneto clássico, merecendo a intelectuais como Augusto Moreno,
Cardoso Júnior, Júlio Dantas e Aquilino Ribeiro opiniões como
"admirável poeta", "rara perfeição e grandeza de
linguagem", "perfeita correcção e dignidade",
"grande escritor de rara mestria".
Publicou um único livro, «Alma em farrapos», mas deixou
dactilografados vários outros, de poemas e sonetos. Publicou ainda, em opúsculos
e pagelas, várias produções, salientando-se o «Cântico de Fátima»
(depois musicado), que mereceu bênção papal.
Colaborou em vários jornais e revistas, como Diário de Lisboa, Diário
Popular, Flama, etc..
Dinis de Sousa amava apaixonadamente os animais, o que o levou a dedicar
ao seu cão Jau um poema.
"in Cidade da Marinha Grande - Subsídios
para a sua História - João Rosa Azambuja"
Para Cima...
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