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A origem do
nome deste lugar remonta ao tempo do Marquês de Pombal, quando este
para facilitar o transporte de toros de madeira para o porto de S.
Martinho do Porto, mandou construir uma área de 25.265 metros
quadrados, a nascente de Pinhal de Leiria, e dele distante 600
metros, hoje conhecida pelo Parque do Engenho, e estabeleceu aí uma
Serração a Vento. Nela, existia um moinho de serrar madeira (ENGENHO)
que trabalhava a vento. Consta escrito que este não teve vida muito
longa, acabando por se incendiar e originando a construção de
outras serrações movidas a água e implantadas posteriormente no
curso dos ribeiros existentes no interior da Mata.
- O ENGENHO ARDEU, MAS O NOME PERMANECEU! Também
o povoamento deste lugar está interligado com o desenvolvimento da
Mata e poder-se-à dizer que foi a partir de 1790, com o Regulamento
de 17 de Março, que ele se deu, já que no mesmo sítio do antigo
Moinho, se construiu uma fábrica "FÁBRICA DA MADEIRA DA
MARINHA". Construíram-se à volta do recinto murado as
residências do Escrivão da fábrica, do Recebedor, do Mestre,
Contramestre, Guarda e por aí adiante. Nessa
época, a população do lugar era na sua maioria pessoal ligado ao
Pinhal e, por conseguinte, conceituados Administradores Florestais,
que simultaneamente têm necessidade de contratar pessoal para
trabalhar na floresta. Os homens vão para o Pinhal, enquanto as
mulheres e as crianças se dedicam à agricultura. Posteriormente,
surgiram outras indústrias ligadas ao Pinhal e ao vidro, originando
o povoamento e o seu gradual desenvolvimento, que foi notório ao
longo destes últimos séculos. Algumas
Datas: 1597
- a
26/7/1597
a 1ª demarcação do Pinhal de
Leiria, na parte do poente e este dicto marco deviza pelo brejo
acima ao lugar de Garcia por cima das serradas de Álvaro Pires, e
de Braz Pires que ora estão rotas, e dali em diante pelo brejo
acima ao longo do Rapadouro direito ao fornos de pez, e dali pela
estrada direita à Lagoa da Sapinha.... 1826 -
Implatanção do VIVEIRO no Parque do Engenho, onde se
reproduziam diversas espécies de àrvores essência e exóticas, as
quais reflorestam grandes áreas do nosso país.
1851 - a 23/7/1851
efectuou-se a encanação de água ao Parque, da responsabilidade
das Matas Nacionais. As nascentes localizavam-se perto do Ponto da Bôa
Vista e abasteciam os grandes tanques aqui existentes e uma fonte
onde toda a população se abastecia.
1864 -
Construção e posterior circulação na linha do Comboio Americano
(1864/1888), da estação de Pedreanes ao porto de S. Martinho do
Porto. A linha situava-se ao longo de toda a faixa Este, cujo espaço
ainda hoje é considerado de utilidade pública.
Neste ano, também se construiu em Pedreanes um Estaleiro para Injecção
de Postes, destinado a fornecer 12000 a 15000 postes por ano, à
Administração Geral dos Telégrafos. Pertencia ao Estado, era
administrado pelas Matas Nacionais e situava-se à beira da estrada
Vieira/Marinha.
1883 - Construção da estrada Macadamizada que ligou a Marinha
Grande a Vieira de Leiria.
1886
- Início da actividade da Fábrica de Vidraça. Pertencia a
Adolf Burney e situava-se ao fundo de Engenho, a caminho de
Pedreanes. Laborou cerca de dois anos e fabricava vidraça e cristal
de baixa qualidade. Poder-se-à
dizer que o lugar do Engenho está em constante crescimento e que em
1990 já contava com 3.235 habitantes.
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carlosbarros -
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