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| Origens,
Localização Geográfica e Evolução |
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A
ausência quase absoluta de documentos antigos que possam determinar, com
algum rigor, as origens e fundação desta Cidade (hoje a mais importante do
Distrito de Leiria), embora procurados avidamente nas fontes usuais não nos
permite, garantir com precisão, nem o ano em que nasceu nem a sua origem.
Há,
no entanto alguns documentos que nos falam da antiga povoação da Marinha:-
«Memórias e Notícias» publicado pelo Museu Minelarógico e Geológico da
Universidade de Coimbra, da autoria do ilustre marinhense Doutor José Custódio
de Morais, que, baseando-se, como diz, em escritos históricos, como: Arqueológico
Português, Alcobaça Ilustrada, Portugal Antigo e Moderno, O Jornal
Autonomia, Memórias Económicas da Academia Real das Ciências, etc., etc.,
nos sugerem sob grande reserva, ter a Marinha Grande nascido entre os séculos
XI e XII, fundada por alguns colonisadores que aqui se instalaram para extrair
sal das marinhas existentes na região, formada por água do mar
trazida pelas marés altas, através dos riachos afluentes do Rio Liz que,
como dizia o historiador Tito de Sousa Larcher, era então bastante caudaloso
e navegável até às portas da cidade de Leiria.
A
avalizar esta hipótese está o facto confirmado de existirem na região várias
povoações, longe do mar com o nome de Marinhas, como: Marinha João da Rua,
Marinha do Engenho, Marinha das Ondas, Marinha de Baixo e as lagunas da
Garcia, Coucinheira, Escoura, e mais dessas pequenas povoações próximas uma
da outra, também conhecidas por Marinha.
Uma
das quais teria sido, por razões desconhecidas, mas que se admite por nela
existirem já as «manchas de arvoredo de Pinhal Manso», referidas pelo
Professor Eng. Carlos Manuel C. Baeta Neves, tivesse sido escolhida para aí
se instalarem os primeiros colonos - povoadores (lavradores, carreiros,
lenhadores, serradores, etc.) recrutados pelo Rei D. Dinis, a quem mandou
distribuir terras e dar madeira para construírem os cómodos.
Foram
esses colonos, gente rude mas trabalhadora, que desenvolveu a pequena aldeia,
até então conhecida por Marinha.
Toponimicamente
a pequena aldeia à medida que se desenvolvia ia também mudando de nome:
Assim, no ano de
1590, por ter sido erigida a primeira capela, passou a denominar-se Santa
Maria da Marinha; mais tarde, em 1600, por ter sido erigida em Freguesia
pelo então Bispo de Leiria, D. Pedro de Castilho, passou a usar o nome de Nossa
Senhora do Rosário da Marinha; ainda mais tarde no ano de 1750 o ministro
Marquês de Pombal, para não se confundirem entre si essas duas povoações,
acaba com o nome de Marinha, ordenou que passasse para os nomes de Marinha
Grande (a mais próxima do mar e Marinha Pequena (a mais longe).
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Para
Cima...
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| Situação
Geográfica e População |
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A
Marinha Grande está situada no limite norte da província da Estremadura,
mais ou menos no centro do Distrito de Leiria, a 10 Km do mar, a 147 Km de
Lisboa e a 196 Km do Porto.
Está
implantada numa extensa planície de chão arenoso e saibrento rodeado por
imensas matas de pinheiros entre as quais se encontra o majestoso Pinhal de
Leiria, antigamente conhecido por Pinhal do Rei.
O
concelho, que tem uma área aproximada de 18.700 hectares e é coberto em
cerca de dois terços por esse imenso pinhal, tem duas freguesias: Marinha
Grande e Vieira de Leiria.(nota: e mais recentemente Moita
)
Tem
uma população residente de 40.000 habitantes, mas na sua poderosa indústria
empregam-se, também milhares de pessoas residentes nas freguesias limítrofes,
Moita do Oeste, Maceira - Liz, Barosa, Leiria, etc., que aqui labutam
diariamente.
A
evolução demográfica da população tem sido, desde os primeiros tempos a
de maior índice migratório de todo o Distrito, suplantando mesmo a da cidade
de Leiria.
Para
se avaliar o que tem sido o aumento populacional da Cidade, damos a seguir um
quadro em que se mostra essa evolução.
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ANO
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HABITANTES
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NOTAS
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1527
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80
Habitantes
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1712
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550
Habitantes
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1758
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1.100
Habitantes
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(Neste ano montou-se a primeira fábrica de vidros)
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1769
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2.120
Habitantes
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(Neste ano veio o inglês Guilherme Stephens restaurar a indústria
vidreira)
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1812
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1.068
Habitantes
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(Devido às invasões francesas, daqui fugiu muita gente)
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1878
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3.921
Habitantes
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1900
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5.566
Habitantes
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1911
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6.896
Habitantes
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1920
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7.035
Habitantes
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1930
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8.601
Habitantes
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1940
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10.369
Habitantes
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1950
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12.963
Habitantes
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1960
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15.699
Habitantes
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1970
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18.695
Habitantes
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1971
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25.783
Habitantes
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1980
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31.284
Habitantes
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1990
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40.000
Habitantes
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1997
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????
Habitantes
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Para
Cima...
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| Jurisdição
Política - Administrativa |
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A
Jurisdição Política - Administrativa dos terrenos e das povoações que
formam hoje o Concelho da Marinha Grande, depois de conquistados aos mouros,
em 1142 por D. Afonso Henriques, foi exercido em princípio pelos padres
Cruzios do Mosteiro de Santa Cruz de Coimbra, a quem D. Afonso Henriques, para
remissão dos seus pecados, doara em testamento, juntamente com o Castelo e a
própria cidade. Todos os terrenos que compunham as terras quase desertas
(vastos areais) que hoje pertencem aos concelhos de Leiria, Marinha Grande,
Porto de Mós e grande parte dos de Alcobaça, Vila Nova de Ourém (hoje Ourém)
e Pombal.
Essa
jurisdição dos Padres Cruzios exerceu-se até ao ano de 1309 que, por ordem
do Rei D. Dinis, passou para o poder da Casa Real para, com os seus
rendimentos poder suprir as despesas feitas com o enxugo dos Campos de Ulmar
(hoje conhecidos por Campos do Lis).
Em
1510, ano em que o Rei D. Manuel I mandou demarcar o concelho de Leiria de
quem fazia parte a povoação de Marinha Grande, a região teve vários
senhorios entre os quais: D. Teresa, filha de D. Afonso Henriques, D. Afonso,
sobrinho de D. Dinis, a Rainha Santa Isabel, mulher de D. Dinis que lhe
ofereceu todas estas terras em 4 de Julho de 1300 como retribuição dos
favores por ela prestados nos desacordos com seu irmão D. Afonso, D. Leonor
Teles, Conde D. Gonçalo, até que D. João I já Rei de Portugal, revogou
essas doações com o privilégio de jamais saírem da propriedade Real.
Essa
vontade do monarca não foi cumprida e mais tarde, em 1475, o seu neto, o Rei
D. Afonso V, concedeu a seu primo D. Pedro de Meneses, Conde de Vila Real e
mais tarde Marquês do mesmo nome, grandes regalias na região como: a
Alcaidaria de Leiria, a oferta do Palácio que tinha sido residência de D.
Dinis em Leiria, a renda de 19.000 coroas de vários direitos, foros e
tributos da Coroa, todos os direitos sobre as rendas do pez do Pinhal de
Leiria e ainda a concessão de possuir em exclusivo em S. Pedro de Moel, vários
barcos para o comércio marítimo.
Com
a morte do último Marquês de Vila Real, em 28 de Agosto de 1641, em condições
trágicas, referente a S. Pedro de Moel, e à formação da primeira Junta
Paroquial da Freguesia da Marinha Grande, em 1600, a Jurisdição Política -
Administrativa foi passando sucessivamente para o Bispado de Leiria, para a Câmara
Municipal de Leiria e em 26 de Março de 1917 para a Câmara Municipal de
Marinha Grande.
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Para
Cima...
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| Formação
da Junta de Freguesia (ver
mais...) |
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Com
a criação do Bispado de Leiria em 28 de Maio de 1545 a igreja passou a ter
grande influência na vida das populações através das Juntas de Freguesia
que de um modo geral eram presididas pelos párocos.
A
Marinha Grande e as povoações em redor que até ao ano de 1600 pertenceu à
Freguesia de S. Tiago do Arrabalde da Ponte, de Leiria, onde o povo tinha que
se deslocar a pé, por maus caminhos e atravessar o rio Liz em barcos (nesse
tempo ainda não existiam pontes) quando queriam ouvir missa, registar os
nascimentos e óbitos ou tratar dos éditos para os casamentos, etc..
Para
ultrapassarem essa situação os moradores da Marinha Grande e da Garcia
pediram, em 1590, ao Bispo de Castilho que autorizasse dizer-se missa numa
pequena Ermida erigida no centro da Marinha Grande (sítio onde está hoje a
Igreja Paroquial) de invocação a N. Sra. do Rosário.
Em
1600 o mesmo Bispo criou a freguesia da Marinha Grande debaixo da mesma invocação
do Rosário, desmembrando-a da antiga freguesia de S. Tiago do Arrabalde da
Ponte, de Leiria.
Todos
os habitantes da Marinha Grande, Garcia e outras povoações próximas, eram
fregueses.
A
nova freguesia, de cujo primeiro pároco não se consegue saber o nome,
desenvolveu-se rapidamente.
Foi
tal esse desenvolvimento trazido não só pelos muitos trabalhadores necessários
para a expansão do Pinhal, como para a implantação da Real Fábrica de
Vidros da Marinha Grande, ordenada pelo grande Ministro Marquês de Pombal,
que para isso mandou vir o genial Guilherme Stephens, que em 1810 tinha já
cerca de 2120 habitantes e era já a terra mais populosa de todo o Distrito.
Em
face desse desenvolvimento o alemão Frederico Luiz Guilherme Varnambur que
havia sido nomeado Administrador Geral das Matas e Pinhais do Reino, levou ao
conhecimento da Rainha D. Maria II da grandeza da freguesia da Marinha Grande,
aproveitando também por lhe fazer sentir que por esse facto e pelas
perspectivas do seu futuro desenvolvimento havia grande necessidade de a
elevar à categoria de Concelho.
O
despacho favorável não se fez esperar e em 6 de Novembro de 1836, terminadas
que estavam as lutas liberais conhecidas por Revolução Setembrista, Revolta
dos Marechais e a Revolução da Maria da Fonte, foi publicado no Diário do
Governo nº.283 o despacho que formava o novo Concelho da Marinha Grande de
que faziam parte as seguintes freguesias: Marinha Grande, Vieira de Leiria,
Carnide, Monte Real, Maceira e o lugar da Moita, que seria desanexado da
freguesia de Pataias.
Por
razões desconhecidas a Comissão Instaladora do novo concelho não foi
imediatamente nomeada (julga-se que por o novo Governador Civil, Cassiano
Tavares Cabral ter sido empossado muito mais tarde).
Entretanto
iniciaram-se em Lisboa os estudos da «Novíssima Reforma Judiciária» e o
novo Código Administrativo, publicados respectivamente em 1841 e 1842.
Talvez
por se terem iniciado esses estudos ( não se conseguiu apurar as razões
disso) saiu um novo decreto o nº. 93, de 17 de Abril de 1838 que revogava o
despacho de 6 de Novembro de 1836 e eliminava o novo concelho da Marinha
Grande, acrescentando mais: « O conselho da Marinha Grande no Distrito
Administrativo de Leiria, será eliminado e as suas freguesias anexadas ao
concelho de Leiria».
A
partir daí o povo da Marinha Grande, desgostoso pela resolução Real,
iniciou grande campanha a favor da restauração do concelho.
Entre
as variadas campanhas e lutas, salienta-se a fundação do jornal « Autonomia
», em 13 de Outubro de 1899, por parte do grande político e grande bairrista
marinhense, que através deste, procurou nele fazer a defesa dos interesses da
Marinha Grande e, reforçar a luta pela restauração.
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Cima...
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| Restauração
do Concelho |
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Finalmente,
em Janeiro de 1917, por proposta do deputado Magalhães Godinho foi aprovado
no Congresso da República a restaurar do velho concelho.
Assim,
no Diário do Governo de 20 de Janeiro de 1917, I Série nº . 11, vinha
publicada a Lei nº. 644, do seguinte teor:
«Em
nome da Nação, o Congresso da República decreta e eu promulgo, a Lei
seguinte:
Artigo
1º. - É restaurado o antigo Concelho da Marinha Grande, com sede naquela
Vila, e constituído por esta freguesia e pela de Vieira, que, portanto fica
desanexada do concelho de Leiria.
Artigo
2º. - Dos encargos que a Câmara Municipal de Leiria tem para a Companhia
Geral de Crédito Predial Português e Caixa Geral de Depósitos e Instituições
de Previdência, fica a cargo do vosso Concelho da Marinha Grande uma parte
proporcional ao rendimento colectável da paróquia desanexada.
Artigo
3º. - Cessem desde já as funções dos cidadãos das duas paróquias que
pertençam à Câmara Municipal ou Junta Geral de Leiria, e o Governo, pelo
Ministério do Interior, designará o dia para, nos dois referidos concelhos
se proceder à eleição da Câmara Municipal e Procurador à Junta Geral.
Artigo
4º. - Fica revogada a legislação em contrário. Os ministros do Interior e
das Finanças a façam imprimir, publicar e correr.
Paços
do Governo da República, 25 de Janeiro de 1917.
Bernardino Machado - Braz Mousinho de
Albuquerque - Afonso Costa».
Em
16 de Fevereiro de 1917, o Governador Civil de Leiria Dr. João Salema de
Sousa Abreu Gouveia e Faria de Carvalho Pereira, nomeou a Comissão
Instaladora, composta por:
José
dos Santos Barosa (Presidente), José Simplício de Sousa Virgolino, Joaquim
Matias Sobrinho, Ilídio Duarte de Carvalho e Joaquim Gouveia Pedrosa
(vogais).
No
dia 26 de Março de 1917, iniciaram-se os festejos comemorativos da restauração
do concelho, com a vinda de altas individualidades distritais e do Governo
Central.
Falou
em primeiro lugar o Presidente da Comissão Instaladora, José dos Santos
Barosa, que cumprimentou as autoridades e o povo presentes e informou que já
estava eleita a Comissão constituída para formar o novo Senado e a nova Câmara,
composta por: António Matias (Presidente), Joaquim dos Santos Barosa, Joaquim
Morais Matias, João de Magalhães Júnior José Simplício de Sousa Virgolino,
Joaquim Augusto Ferreira de Morais, Dâmaso Luiz dos Santos, Joaquim Gouveia
Pedrosa, Alfredo Luiz Féteira, Deonísio da Mota, Guilherme Pereira Roldão e
José Frasco Júnior.
Esta
Comissão designou os membros do novo Senado e da nova Câmara, indicando os
respectivos Presidentes que foram empossados em 8 de Outubro de 1917.
Senado
Municipal - António Matias.
Câmara
Municipal - José Simplício S. Virgolino.
A
partir daí vários foram os Presidentes que passaram pela edilidade Municipal
da Marinha Grande.
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| Elevação
a Cidade |
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O
dia 11 de Março de 1988 passará a ser considerado um dia histórico para a
Marinha Grande, pois neste dia a Assembleia da República aprovou por
Decreto-Lei a sua elevação à categoria de cidade.
Este
Projecto-Lei foi da autoria do deputado socialista pelo círculo eleitoral de
Leiria, Rui Vieira.
Mais
que um título trata-se de uma homenagem e de um reconhecimento a uma terra
onde o crescimento económico e as lutas pela democracia e liberdade têm
marcado pontos na História de uma comunidade onde o sector industrial vê as
suas unidades multiplicarem-se e encontrarem novas áreas de desenvolvimento.
Se
de um concelho com duas freguesias (Marinha Grande e Vieira de Leiria), outras
tantas praias conhecidas internacionalmente, uma mancha florestal de grande
valor, constituída pelo Pinhal do Rei, e dois sectores industriais muito
fortes: vidros e moldes a Marinha Grande é uma terra que tem sabido vencer
muitas adversidades.
Renascer
da crise tem sido uma constante desta terra, distribuída ao longo de 187 Kms2
e com uma população de cerca de 4? mil habitantes.
Que o justo título de
Cidade consiga arrastar dias melhores será, sem dúvida, o grande desejo da
população marinhense.
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