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| Actividades
Económicas |
-
Real
Fábrica de Vidros (até ao século XX);
-
Nacional
Fábrica de Vidros (inícios do século XX);
-
Fábrica
- Escola Irmãos Stephens (a partir de 4 de Outubro de 1954 até ao seu
encerramento definitivo, em 1992).
Em
1748 o irlandês John Beare transfere a sua fábrica, de Coina, para a Marinha
Grande, de forma a ficar próximo dos pinhais nacionais. Seis anos mais tarde
a fábrica encerra.
É
em 1769, no reinado de D. José 1, que o inglês Guilherme
Stephens, com a
ajuda de Sebastião José de Carvalho e Melo, Marquês de Pombal - que lhe
concede um empréstimo no valor de 32:000 000 réis (32 contos / 159,62 euros)
sem juros, bem como a utilização gratuita da lenha do Pinhal do Rei - funda
a Real Fábrica de Vidros.
A
Real Fábrica de Vidros, juntamente com o Pinhal do Rei, foram os principais
motores impulsionadores do desenvolvimento económico, demográfico e social
da Marinha Grande.
Os
primeiros estudos para a fundação da fábrica por Guilherme Stephens foram
em Vieira de Leiria, no entanto, a população vieirense opôs-se e o inglês
resolveu fundá-la na Marinha Grande, no lugar da anterior fábrica. O início
da laboração deu-se em 16 de Outubro de 1769, produzindo vidraça e, dois
anos mais tarde, cristal.
Guilherme
Stephens foi um verdadeiro "pai" dos seus trabalhadores,
preocupando-se, sobretudo, com a sua educação. Recrutou mestres para lhes
ensinarem as primeiras letras, para lhes darem aulas de desenho e de música.
Construiu-lhes também o teatro Stephens, onde estes representaram uma peça
de Voltaire em francês!!! Tudo com o objectivo de lhes incutir um
"modelo de bons costumes, de disciplina e de solidariedade" (Barosa,
1993:47).
O
fundador da Real Fábrica de Vidros morre em 1802, em Londres. Sucede-lhe o
seu irmão João Diogo Stephens até 1826. Após a sua morte, a fábrica é
doada ao Estado, atravessando, a partir desta altura, períodos muito
conturbados, com greves e conflitos entre trabalhadores e patrões. A título
de exemplo, as crises de 1859, 1905, 1908, 1917, 1929.
A
crise de Maio de 1908 fez com que a população marinhense , num acto de
desespero, marchasse a pé até Leiria, acampando durante dez dias junto do
Governo Civil para que lhes fosse encontrada uma solução de forma a aliviar
o seu sofrimento. O Governo Civil acabou por lhes dar dinheiro e trabalho nas
sementeiras do Pinhal, bem como na abertura da estrada Marinha Grande - Nazaré,
a britar pedra.
O
mesmo tinha sucedido no ano de 1859, forçando o Governo a determinar a ocupação
dos operários na construção do caminho para o porto de S. Martinho.
No
dia 12 de Maio de 1917 a Nacional Fábrica de Vidros suspendeu a laboração
durante três meses.
Em
1929 assistimos novamente a uma crise videira, atirando os trabalhadores para
a construção de duas estradas: a que vai de S. Pedro de Moel ao talhão 98 e
da Ponte Nova ao Canto Ribeiro.
No
dia 6 de Julho de 1937, a Marinha Grande recebeu uma visita das colónias.
Chegados à Praça Stephens, foram visitar a Nacional Fábrica de Vidros.
É
de notar o contributo fundamental que o Engenheiro Acácio Calazans Duarte deu
para recuperar a situação precária que a fábrica atravessava. Foi seu
director técnico e administrador de 27 de Junho de 1924 até 1966. Além
disso, contribuiu para edificar o novo teatro Stephens, fundou uma escola primária
que funcionava num dos anexos da fábrica e incentivou a construção de uma
Escola industrial.
No
dia 24 de Agosto de 1941 foi homenageado o fundador da Real Fábrica de
Vidros, através da colocação do seu busto na Praça Stephens, oferecida
pelos empregados e operários da Nacional Fábrica de Vidros.
A
Fábrica Nacional de Vidros a partir de 4 de Outubro de 1954 passa a
designar-se de Fábrica - Escola Irmãos Stephens (FEIS).
Em
1969 comemorou-se o II Centenário da FEIS (1769/1969). No dia 14 de Fevereiro
de 1970, a Marinha Grande recebeu o Presidente da República, o Almirante Américo
Tomás, que veio inaugurar as novas instalações da FEIS, no encerramento das
comemorações do segundo centenário.
Após
intensas lutas contra o encerramento da fábrica, esta acaba por fechar
definitivamente em Maio de 1992. Em 1993 foi adquirida a parte fabril pelo
industrial Jorgen Mortensen.
Em
1994, por proposta da Câmara Municipal, foi celebrado um protocolo de
comodato com o Estado (detentor do património histórico e cultural
edificado), no sentido de à administração municipal ser entregue todo o
património edificado, a fim de nele se instalar um conjunto de equipamentos
culturais.
No
antigo palácio dos Stephens surge então o Museu do Vidr o, inaugurado no dia
13 de Dezembro de 1998, com a presença do Sr. Presidente da República, Dr.
Jorge Sampaio. Desde 1991, nas antigas instalações da FEIS, funciona a
Escola Profissional e Artística da Marinha Grande (EPAMG) e no antigo edifício
da Administração encontra-se a Biblioteca Municipal.
Em 1998
foram comemorados os 250 anos da indústria da Marinha Grande
(1748 - 1998 ). No âmbito da comemoração foi lançado, no dia 16 de
Junho de 1998, uma medalha de bronze com a efígie de John Beare - introdutor
da indústria vidreira na Marinha Grande - e cenas de uma obragem vidreira.
Para
Cima...
A indústria de produtos
resinosos em Portugal teve origem no Pinhal do Rei, nos ensaios levados a cabo
por Manuel Afonso da Costa Barros e, mais tarde, pelo professor de química,
Sebastião Betamio de Almeida e Bernardino José
Gomes.
O professor Sebastião
Betamio de Almeida foi quem incentivou Bernardino José
Gomes, empregado da
administração das matas, a prosseguir as experiências no que dizia respeito
à extracção da resina e no qual ele apresentou resultados bastante
positivos.
Em 1859, Bernardino José
Gomes é autorizado a erigir um edifício com o objectivo de nele instalar a fábrica
de resinagem. Os materiais utilizados para a sua construção, como a pedra e
a cal, vinham da Martingança, conduzidos pelo comboio americano. O edifício,
com 4250 m2 , foi construído em terrenos onde a Real Fábrica de Vidros teve,
em tempos, um armazém.
Em 1872 é aprovado o orçamento
para terminar as obras do edifício da resinagem. São adquiridos os terrenos
e casas anexas, construindo-se muros para vedar a área e isola-se totalmente
o edifício dos prédios vizinhos.
No recinto interior do edifício
existiu um depósito e purificação de resinas, bem como um grande lago e um
jardim .
A sua fachada era iluminada
em noites festivas, onde se realizavam bailes e, mais tarde, sessões de
cinema.
Sobre
o edifício existiu ainda um grande depósito de água, alimentado por um poço
artesiano, para a extinção de incêndios, com duas bocas de incêndio, em
frente do edifício.
Instalaram-se no edifício
da resinagem, os bombeiros (em 1900), a Cruz Vermelha (em 1925), a Guarda
Republicana (em 1918), a Central Eléctrica (em 1924) e a Legião Portuguesa
.(em 1939).
No dia 28 de Janeiro de
1941, a população recebeu uma notícia que a deixou radiante: a Câmara
Municipal da Marinha Grande tinha adquirido o edifício da resinagem e
preparava-se para instalar o mercado municipal, cuja inauguração se realizou
no dia 3 de Maio de 1942. Até esta altura o mercado realizava-se em plena
rua, ao sol, à chuva e ao vento, como no período medieval, tal como nos
conta o Engenheiro Arala Pinto,
na sua obra "Pinhal do Rei".
Para
Cima...
A loja de Heliodoro
Salgado esteve situada na Rua do Mercado, actual Rua Joaquim Carvalho de
Oliveira, num edfício de 1º. andar, onde funciona hoje a loja conhecida como
"Loja das Sementes".

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condensado de: Imagens do Século XX do Concelho da Marinha Grande
autoria de Patrícia Alexandra Balbino Grilo
edição de Pelouro da Cultura da Câmara Municipal da Marinha Grande
edição integrada no âmbito da exposição intitulada: «100 Anos de Fotografia do Concelho da Marinha Grande»
data de edição - Outubro 2001
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Para
Cima...
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| Datas
Históricas |
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21 de Agosto de 1892
Que dia de sol
abrasador! As cigarras, no cimo dos pinheiros, faziam uma
"algazarra" dos diabos. O rapazio pelo caminho da Estação
esbaforeava e algumas mulheres, mais curiosas, com os filhos ao colo,
descansavam pelas sombras das árvores.
Aguardavam-se
visitas de fina estirpe e todos queriam ver de perto o Rei e a Rainha. Estavam
para chegar no comboio, dizia o povo, em alarido de festa. Eram a0 e 30. Na
Nacional Fábrica ia grande azáfama. Os operários de fatos novos, estavam
nos seus postos prontos a mostrar aos gentis visitantes, a grandeza da sua
profissão. À entrada da fábrica, a banda perfilada, aguardava o sinal do
mestre para atacar. Rapsódia estudada. Havia flores e bandeiras. Burburinho
do povo que se juntava, no largo fronteiro, sob o sol que já abrasava. Já
tinham passado, há muitos os trens das Matas florestais, brilhantes como um
sonho de fadas, puxados por parelhas de cavalos, mais limpos e asseados do
muitos assistentes. A vozeada do povo era ensurdecedora e o delírio de
entusiasmo, contaminava aquela gente ávida e hospitaleira.
Há, distância,
ouviu-se um silvo agudo. A multidão fez silêncio. Eram, precisamente, 10 e
45. O comboio tinha chegado à Estação.
A
Família
Real e a sua comitiva tomaram os lugares nos trens, postos à disposição e
seguiram em cortejo, para a Nacional Fábrica, onde os aguardava muito povo.
Percorreram as instalações da Fábrica, na companhia do Conde Azarujinha e
dos principais artífices, evidenciando muita curiosidade e sempre
interessados na descrição do fabrico das peças de cristal. A seguir foram
visitar a Fábrica de Resinagem, acompanhados do Director José Pires de
Albuquerque, que lhes mostrou as instalações e explicou as formas do fabrico
dos sucedâneos da resina. Voltando à Nacional Fábrica, foi-lhe servido nos
aposentos do Palácio, um lanto banquete, servido na baixela riquíssima,
usada quando da visita de D. Maria II, em Maio de 1852, e que é pertença da
Fábrica.
A
comitiva
visitante era constituída por El-Rei D. Carlos I, D. Amélia, o Infante D.
Afonso, Ministro das Obras Públicas e seu secretário, dignatários da Corte de serviço, conselheiros e deputados, e o hábil caricaturista Rafael Bordalo
Pinheiro.
Depois do
repasto, apresentou-se uma Comissão composta por José Ferreira Custódio Júnior,
Gervásio Silva Neto, Conselheiro Taybner de Morais, que agradeceram a visita
e apresentaram as conveniências da Marinha Grande de ver restabelecido o seu
antigo concelho, criado por certa lei de 6 de Novembro de 1836. A pretensão,
aliás, o desejo de todos os marinhenses, apenas se viria a concretizar
passados vinte e cinco anos, da visita do Rei, propriamente, em Março de
1917.
Contudo dias
depois, elevou a Marinha Grande à categoria de Vila e agraciou com a Comenda
de Cavaleiro da Ordem Militar, de Nosso Senhor Jesus Cristo, pelo seu mérito
artístico: António José de Magalhães
Júnior, administrador e técnico da
Fábrica; João José de Magalhães, operário florista; Joaquim de
Oliveira,
operário lapidário; Floriano Trayer, oficial de vidraça, Joaquim Matias
Pedrosa e Severiano Matias, oficiais de cristal.
Em 23 de Outubro
de 1899, o Príncipe D. Luiz Filipe, acompanhado do Capitão Mouzinho de
Albuquerque, também visitou a antiga Fábrica Nacional de Vidros, e na ocasião
foi oferecido ao príncipe, uma espada de vidro, artisticamente feita pelo
operário José Morais
Matias, oficial de cristal.
Para
Cima...
18 de Janeiro de 1934
Decorria
o ano de 1934, quando o levantamento operário fez tremer Salazar e o
perturbou seriamente.
Os
acontecimentos tiveram o palco principal na Vila Vidreira. Em menos escala,
actos semelhantes sucederam-se em diversos locais do País.
De
17 para 18 e durante todo o dia 18 de Janeiro, aconteceram pelo País acções
de desespero, tendo havido cortes de linhas telegráficas, descarrilamento de
comboios, explosões, assaltos a postos policiais, etc. ..etc..
Contudo
foi na Marinha Grande onde o movimento operário teve expressão devido ao
facto de maior coesão de trabalhadores.
Desde
1922 que o fascismo se instalou na Itália sobre a bitola de Mussolini, e,
internacionalmente, na Alemanha de Hitler, em 1933.
Em
Julho de 1932, Salazar toma conta da chefia do Governo e mantém o poder
durante muitas décadas, fascizando o País e impondo ao seu maior inimigo - o
movimento operário - a grilheta e o silêncio, a privação e a fome.
Promulga
em 23 de Setembro de 1933, o Estatuto do Trabalho Nacional e com ele, os
Sindicatos Nacionais, os Grémios e as Corporações. Os sindicatos livres,
foram encerrados e em 31 de Dezembro de 1933, impedia a liberdade sindical.
Com
a crise económica de 1929, crise mundial, suprimem-se as mais elementares
liberdades individuais e aumenta-se a repressão e exploração sobre os
trabalhadores. O desemprego e a coacção sobre as massas operárias era tão
evidente e tão anormal que o 18 de Janeiro surgiu, como promissor e desejado
salvador. Foi uma aventura arriscada, mas foram as aventuras que dignificaram
os factos mais brilhantes da nossa história.
A
classe operária, embora numericamente menor em relação à população
activa, sentia a necessidade de lutar contra a fascização dos sindicatos e
contra o infeliz Estatuto do Trabalho Nacional. A proporção na luta era
descomunal... o desespero não tinha limites.
À
data do movimento não existia, infelizmente, uma completa identificação de
pontos de vista entre os trabalhadores nacionais, razão pelo fracasso do
golpe.
No
entanto, é digno de assinalar, a lição que hoje não devemos esquecer. Não
foi uma inglória luta. Ela foi bem evidente e apesar de tingida com sangue e
lágrimas dos gloriosos intervenientes, que sofreram na carne as injustiças
dos opressores, vincou indelével, o querer, a força e a legitimidade da razão.
O
sacrifício e o sofrimento da gloriosa juventude de 1934, não foi destruída
de significado. Construíram grandes acções, junto com tantas outras, que
acumuladas, minaram o terror fascista, causando-lhe o derrube.
E
é ao recordar, hoje, passados muitos anos, que não olvidamos a lição dos
operários que lutaram denodadamente por melhores condições de vida.
Com
gratidão, assinalamos, a luta dos briosos trabalhadores. Foi um marco na
história do operariado, uma estrela que há-de brilhar eternamente.
Para
Cima...
25 de
Janeiro de 1934 "Uma
semana depois..."
Foi, nesta
data, há 43 anos, precisamente, uma semana depois do 18 de Janeiro, que um violento incêndio destruiu o velho edifício da Câmara Municipal. As causas do sinistro, segundo os cronistas do época, foram ocasionados por um curto-circuito. Muito se quis especular, mas a razão, verdadeira,
foi a motivada pela deteriorado instalação eléctrica.
Foi um medonho incêndio, atiçado nos papéis do arquivo, situado no sotão. 0 fogo rapidamente lambeu o
madeiramento de cerne e destruiu o edifício.
0 restauro foi feito sobre os antigos alicerces e, imperdoavelmente, os técnicos da obra e os seus directores responsáveis, não verificaram ou não quiseram, por razões desconhecidas, terminar com o afunilamento do Rua Machado Santos, mesmo ali à entrado do Praça Stephens, evitava-se assim o disparate, sem dúvida, uma nódoa tremenda, para o qual não há justificação possível.
Se o erro já era censurável e se impunha a sua rectificação, agravou-se
depois, como naturalmente se compreende... e, foi pena!... cento e tal anos antes já os colaboradores do Marquês de Pombal traçaram as avenidas e ruas de Lisboa com ampla margem, a contar com o futuro.
A propósito do incêndio no
edifício da Câmara, deve realçar-se o mérito dos Bombeiros Voluntários, que no ocasião, tiveram acção de muita valia, evitando que o fogo se propagasse aos prédios vizinhos, conseguindo salvar, de forma exemplar e audaciosa, o recheio e documentos dos repartições instalados no rés do chão e que eram importantes.
A título de curiosidade, esclarece-se que foi no edifício da Câmara que os Bombeiros locais se exercitavam, em treinos que foram, no época, espectáculos de perícia e habilidade, a que o povo
deliciava assistir. 0 edifício possuía varandas com armações de ferro, no primeiro e segundo andar, essa estrutura possibilitava os exercícios de mangueira e escada.
Impecáveis, no aprumo e educação, os metais dos capacetes e das fardas, exibiam sempre um brilho novo, conseguindo pelo mérito de apresentação, de audácia e ligeireza, nos trabalhos de socorro, elevada consideração, como uma das melhores cooperações do Distrito.
Sob o comando de
Joaquim de Carvalho, a Associação dos Bombeiros, que ao tempo tinha a sua sede aonde hoje se situa a Biblioteca, entre a Praça do Peixe e o Registo Civil, possuía elementos de competente valia, recrutados entre os operários vidreiros, filhos distintos desta gloriosa Vila vidreira.
Decorreram 43 anos! Muitos já partiram. Parece um sonho esta galopado incrível, em que os anos decorrem
velozmente... inocente, o homem, julga-se eterno e, afinal, tão efémera é a sua passagem terrena!
in: O
PÓ CHEIRA A FLÔRES
(Vultos e Sínteses da História de S.
Pedro de Moel e Marinha Grande)
"Edmundo Oliveira Orfão"
Para
Cima...
Comunicação
Social
Em 1892 publicava-se na Marinha Grande, o jornal "Autonomia", sob orientação de José Ferreira Custódio.
Em 1917, surgia o "Marinhense" tendo como Director e Administrador, respectivamente António Augusto dos Santos e António Afonso de Abreu.
Em 1928, despontou o semanário "Marinha Grande" da responsabilidade de José Duarte de Carvalho e Francisco Correia Moita.
Jornais que apresentavam lisongeiro aspecto e boa colaboração, mas por motivos óbvios, não conseguiram, qualquer deles, atingir a maioridade.
Páginas de jornalismo regional, de literatura - eu sei lá, meus amigos ! - de quantas páginas de arte estão esquecidas, amarelecidos pelo tempo, ignorados os seus ilustres autores.
Seguiu-se um interregno, demasiado para as pretensões do povo da gloriosa terra dos Stephens, até que o Reis e o Engenheiro Rafael de Magalhães, descendente de grandes mestres vidreiros, de colaboração com o semanário "Região de Leiria" empreendeu, muito louvávelmente, a publicação de duas páginas dedicados ao concelho. Foi um inestimável empreendimento, pois marcou o aparecimento de novos valores.
Prosseguiram depois, uns quantos correspondentes, que sucessivamente foram dando vida a essa meritória publicação e para todos foi digno galardão, porque souberam, apesar de muitas contrariedades distinguir essas páginas, onde quantos o desejaram puderam tomar conhecimento das realidades da terra natal e dizer de sua justiça. Empreendimento a todos os títulos louvável. Foi durante algumas décadas o único orgão de informação do concelho.
Em 1961, por notar um
declíneo acentuado nessas páginas e por a Marinha Grande ter jus a um semanário próprio, solicitamos autorização para a publicação de um jornal que intitulávamos "Marinha Grande".
Não fomos felizes na pretensão. 0 Ministério competente sob a autoridade repressiva do Pide negou-nos o direito, conforme seu despacho "Aguarde melhor oportunidade". Lacónico, indiferente,
perverso, como tudo que era ou julgavam vir a ser contrário aos interesses nefastos do fascismo. Entretanto, foi autorizado a publicação do "Jornal da Marinha Grande", sob a direcção de
José Martins Pereira da Silva, que a partir dessa época tem mantido a publicação, embora dirigido por diversos redactores.
in: O
PÓ CHEIRA A FLÔRES
(Vultos e Sínteses da História de S.
Pedro de Moel e Marinha Grande)
"Edmundo Oliveira Orfão"
Para
Cima...
Junho
de 1959
Foi inaugurado, com músico e foguetes, o novo edifício do Escola Industrial e Comercial da Marinha Grande, situado no velho campo da Feira, onde outrora, no tempo das balizas às costas, se exibiam as velhas glórias do futebol marinhense.
Agora, no mesmo sítio, ergue-se, portentoso edifício, sentinela arquitectónica, a confirmar que a gloriosa terra dos Stephens, se desenvolve e cresce com aconselhável êxito ... é grato ver "florir" dia a dia a vila vidreira.
Também fui aluno da velho Escola - oh que belos tempos lá passei! - no meu reinado de menino e cábula. A Escola nos Edifícios da Fábrica Nacional, que existiu, para recordar aos trabalhadores, que a continuação da instrução se iniciava ali, na Praça Stephens, como o desejou e o quis, o venerável
Guilherme Stephens.
Durante alguns anos, sob a regência do Engenheiro Rodrigues, de
Calazans Duarte e de Nery
Capucho, e de mais uns quantos professores, a Escola foi risonha e franca.
Com o crescimento do população, o seu espaço diminuiu assustadoramente e as condições de ensino, deixaram de ter significado.
Nasceu então o edifício novo. A festa de inauguração foi uma manifestação sincera,
presenciada por milhares de pessoas. A Televisão fez a cobertura e no pequeno écran, surgiu o cenário apoteótico que emoldurou, com raro brilho, a festa da inauguração. Presidiu o Ministro do Educação, o Subsecretário, Directores, o Sr. Bispo de Leiria, o Sr.
Victor Gallo, Presidente da Câmara, etc..
Uma nova era, na educação secundária, se iniciava na Marinha Grande.
in: O
PÓ CHEIRA A FLÔRES
(Vultos e Sínteses da História de S.
Pedro de Moel e Marinha Grande)
"Edmundo Oliveira Orfão"
Para
Cima...
Obragem
de 1915
A fina flôr de
artífices vidreiros que nos princípios do século, designadamente em 1915, formavam no Fábrica Nacional, o quadro distinto de trabalhadores da nobre arte, era assim constituída:
Praça no 1: Filipe d' Aquino
Praça no 2: Joaquim Freitas Nobre
Praça no 3: Adriano Freitas Nobre, Bento Morais, Joaquim Barosa e António Franco.
Prensa: Luíz da Silva, José Marrazes, António Marques, Artur da Silva, António Possidónio, Luiz Antunes e Firmino Alves.
Belga: José Monteiro, Jacinto Possidónio e Tomaz Saraiva.
Forno de 6 potes.
Descendentes de uma plêiade de artistas vidreiros, estes gloriosos percursores, marcaram a partir dos fins do século passado até ao alvorecer de 1925, a continuidade de distintos operários vidreiros, de cartola e casaca, que foram intérpretes condignos da fina estirpe que militou no Indústria Vidreira e que constituíram famílias de reputada consideração e de muito respeito.
in: O
PÓ CHEIRA A FLÔRES
(Vultos e Sínteses da História de S.
Pedro de Moel e Marinha Grande)
"Edmundo Oliveira Orfão"
Para
Cima...
25 de
Abril de 1974
"E
Depois do Adeus", música interpretada por Paulo de Carvalho e emitida,
via rádio, no dia 24 de Abril de 1974, às 22h55m, foi a primeira senha que
daria a Portugal uma viragem histórica. A canção "Grândola Vila
Morena" de José Afonso, emitida no dia 25 de Abril de 1974 às OOh20m
foi o sinal confirmativo de que as operações militares estavam em marcha e
eram irreversíveis: deu-se a Revolução de Abril.
Foi
o fim de 13 anos de Guerra Colonial (1961-1974) e o fim do Estado Novo. Deu-se
a libertação de centenas de presos políticos. A Junta de Salvação
Nacional assumiu o poder, com o General António de Spínola a comandar.
Descolonizar, Democratizar e Desenvolver foram os objectivos do Movimento das
Forças Armadas.
Com
o 25 de Abril de 1974 morre o regime ditatorial, com 48 anos de idade, e nasce
uma linda criança: a Democracia!!! Passámos a pensar livremente e o mais
importante: a dizer o que pensávamos!!!!
Esta
transição foi vivida com grande entusiasmo, alegria e emoção. No dia 26 de
Abril de 1974, as massas populares saíram à rua em todos os pontos do país
para apoiar a Junta de Salvação Nacional.
No
Jornal da Marinha Grande, de 3 de Maio de 1974, na página n° 1 podia-se ler
a seguinte notícia:
«
Na
passada sexta-feira, dia 26, realizou-se, pelas 15 horas, na Praça Guilherme
Stephens, frente ao edifício dos Paços do Concelho, uma grandiosa manifestação
de apoio às Forças de Libertação, tendo sido montada na varanda do aludido
edifício uma aparelhagem sonora que serviu para alguns oradores usarem da
palavra no sentido de pedir ao povo marinhense que se mantivesse calmo e que
procurasse com o seu civismo ajudar a obra que irá ser levada a cabo pela
Junta de Salvação Nacional, presidida pelo General António de Spínola,
obreiro desta grande reviravolta levada a efeito no dia 25 de Abril, o qual
passará a ser para todos os portugueses um dia memorável.
A
multidão que enchia por completo a Praça frente ao edifício da Câmara,
ostentava cartazes com dizeres de Vivas a Portugal, Vivas às Forças Armadas,
Vivas à Liberdade e Vivas ao General António de Spínola, entoando ao mesmo
tempo o Hino Nacional. Usaram da palavra os Srs. Manuel
Baridó, Álvaro Domingues, Francisco de Sousa, Osvaldo Sarmento e Castro, Joaquim Augusto
Carreira, Américo Catita e João de Almeida Fernandes, tendo todos apelado
para o bom senso das populações, afirmando que se estava a viver um dia
inesquecível da nossa História.
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condensado de: Imagens do Século XX do Concelho da Marinha Grande
autoria de Patrícia Alexandra Balbino Grilo
edição de Pelouro da Cultura da Câmara Municipal da Marinha Grande
edição integrada no âmbito da exposição intitulada: «100 Anos de Fotografia do Concelho da Marinha Grande»
data de edição - Outubro 2001
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Para
Cima...
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| Educação
e Ensino |
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A
criação de uma creche na Marinha
Grande deveu-se, em primeiro lugar, ao Sr. José Luís Pereira Crespo que
deixou à Junta da Paróquia, em testamento com a data de 25 de Novembro de
1907, oito contos de réis para instituir e manter na freguesia uma creche e,
em segundo lugar, à Junta da Paróquia que, com grande dedicação, levou a
efeito a instalação da creche na antiga casa do clube - Grémio Marinhense -
que se encontrava ao abandono há alguns anos e que serviu, várias vezes, de
quartel às forças militares que eram enviadas para a Marinha, por ocasião
de conflitos entre os operários e as companhias arrendatárias da antiga Fábrica
Nacional de Vidros.
A
s obras de reparação iniciaram-se em
1912 e a inauguração deu-se no dia 5 de Outubro de 1913.
Alguns
anos mais tarde deixou de funcionar como creche. Neste edifício funcionou
também uma escola primária feminina. Actualmente é sede da Junta de
Freguesia da Marinha Grande.
Já
dissemos anteriormente que Guilherme Stephens se preocupou com a educação
dos seus operários, recrutando mestres para lhes ensinarem as primeiras
letras, para lhes darem aulas de desenho e de música. O ensino remonta,
portanto, a esta altura.
Em
1893 a Sociedade Filomática (sociedade com fins culturais e recreativos,
fundada em 1883) propõe a criação de uma escola industrial de desenho que
foi, de facto, oficialmente criada, chegando mesmo a nomear-se um director, no
entanto, nunca chegou a funcionar.
Em
1899 a escola voltou a ser requerida pelos corpos gerentes da companhia
arrendatária da Nacional Fábrica de Vidros; o mesmo sucedeu no dia 25 de
Abril de 1912, agora, a pedido do deputado do distrito, Gaudêncio Pires de
Campos. Mais uma vez, a criação da escola não se verificou. Só em 1920 foi
criada, funcionando até 1923 apenas com uma aula de desenho, dirigida pelo
pintor Almeida e Silva, numa dependência da Nacional Fábrica de Vidros.
É
com o Engenheiro Calazans Duarte que, em 1925, a escola de vidreiros é
transformada em escola industrial de Guilherme Stephens. A inauguração
deu-se em 29 de Março de 1925, com a presença dos Ministros do Comércio e
Agricultura e do Interior. Dirigiu-a até 1931, seguindo-se-lhe o Engenheiro
Francisco António Rodrigues e o pintor Alberto
Nery Capucho.
A
escola funcionou até 1959 em situação precária, ano em que a Escola
Industrial e Comercial passa a dispor de um novo edifício, inaugurado em
Junho de 1959.
Hoje
funciona neste edifício a Escola Secundária Calazans Duarte.
Em
Dezembro desse mesmo ano, o filho do Engenheiro Calazans Duarte foi convidado
a proceder ao descerramento da lápide, que se encontra na parede exterior do
edifício onde funcionou a primeira escola dos vidreiros, com a seguinte
inscrição: «Neste edifício funcionou a Escola Industrial da Marinha
Grande, iniciativa da Administrador da Fábrica - Escola Irmãos Stephens,
Engenheiro Calazans Duarte, que a dirigiu e nela ensinou por mais de trinta
anos»
No
edifício pertencente ao Senhor Godinho, funcionou uma escola privada mista,
criada em 1947 com ensino liceal.
Este
edifício, já desaparecido, esteve situado onde hoje instalada a caixa Geral
de Depósitos.
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condensado de: Imagens do Século XX do Concelho da Marinha Grande
autoria de Patrícia Alexandra Balbino Grilo
edição de Pelouro da Cultura da Câmara Municipal da Marinha Grande
edição integrada no âmbito da exposição intitulada: «100 Anos de Fotografia do Concelho da Marinha Grande»
data de edição - Outubro 2001
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Para
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| O
Pinhal |
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Saiba
mais sobre o Pinhal

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-
Pinhal
do Rei (até 1910);
-
Pinhal
Nacional (a partir de 1910);
-
Pinhal
de Leiria (actualmente).
O
Pinhal de Leiria apresenta hoje uma área de 11.023 hectares, sendo parte dele
património do Estado.
Não
se sabe ao certo a origem do Pinhal de Leiria. Para alguns autores remonta a
meados do século XIII, reinado de D. Sancho II, para outros foi o rei D.
Dinis, no primeiro quartel do século XIV, o responsável pelo surgimento do
pinhal. Outros ainda atribuem a
sua
origem ao reinado de D. Sancho II, considerando D. Dinis, "O
Lavrador", o impulsionador do desenvolvimento do pinhal, atribuindo-lhe a
plantação das sementeiras, com o objectivo de, em primeiro lugar, segurar as
areias que os ventos arrastavam para as terras, prejudicando a agricultura e,
em segundo lugar, para obter
madeira para a construção de barcos com o intuito de desenvolver o comércio
marítimo e das pescas. Parece-nos ser esta, a última versão, a mais verosímil.
São
várias as lendas acerca do pinhal. Uma delas atribui a sua origem à rainha
Santa Isabel, "arremassando ao vento uma arregaçada de penisco".
Não
podemos falar da História do concelho da Marinha Grande se m
falar desta "catedral verde e sussurrante" como o poeta e escritor Afonso
Lopes Vieira o caracterizou, na medida em que este foi o impulsionador do
desenvolvimento industrial, económico e demográfico do concelho.
Até
ao século XVIII atraiu e ajudou a fixar a população nas suas imediações,
aliás, pensa-se que o primeiro casal que veio para a Marinha Grande, veio com
a função de vigiar o pinhal.
Deveu-se
ao pinhal a localização da primeira fábrica de vidros, pelo facto de a
lenha, naquela época, constituir o principal e único combustível para
alimentar os fornos das fábricas. A madeira retirada do pinhal permitiu,
ainda, a construção de embarcações, remos, varas, palheiros e a criação
de várias profissões: serradores, resineiros, couteiros, carreiros, etc.
Até
1910 o pinhal denominou-se de "Pinhal do Rei". A partir de 1910
"Pinhal Nacional" e, actualmente, é designado de "Pinhal de
Leiria".
As
árvores predominantes do pinhal são o pinheiro bravo e manso. São característicos
desta zona o conhecido pinheiro "serpente".
O
pinhal começa "junto à foz do rio Liz e estende-se pela faixa litoral,
para sul, até Água de Madeiros, daí em direcção ao interior até à
Guarda da Lagoa Cova; depois quase em linha recta, para Norte, até Vieira de
Leiria; por fim, segue o rio Liz até à sua foz."
António
Arala Pinto chamou-o de "o maior e mais antigo monumento vivo de
Portugal".
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Cima...
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condensado de: Imagens do Século XX do Concelho da Marinha Grande
autoria de Patrícia Alexandra Balbino Grilo
edição de Pelouro da Cultura da Câmara Municipal da Marinha Grande
edição integrada no âmbito da exposição intitulada: «100 Anos de Fotografia do Concelho da Marinha Grande»
data de edição - Outubro 2001
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| Colectividades
Desportivas, Culturais e Recreativas |
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Saiba
mais sobre Colectividades

Fundado
a 1 de Janeiro de 1923, o A.C.M. teve como principal objectivo a divulgação
do futebol. No entanto, a pesca desportiva, o tiro aos pratos, o tiro aos
pombos, o ténis, a natação, o basquetebol, o voleibol, o ténis de mesa, o
atletismo, o ciclismo e a columbofilia foram outras actividades praticadas por
esta associação desportiva.
As
cores do clube são a camisola com riscas pretas e brancas ao alto e calção
preto.
A
primeira sede funcionou no salão da cavalariça de Jacinto de Abreu, passando
pela Rua Alexandre Herculano, Rua Joaquim Carvalho de Oliveira, Rua Marquês
de Pombal, Rua Pedro Viana e, actualmente, funciona no Largo do Albuquerque.
O
primeiro campo foi construído no Pinhal da Feira e inaugurado em 1 de Maio de
1923. Anos mais tarde construiu-se o campo da Portela que ainda hoje existe.
O
S.L.M. foi fundado em 1 de Janeiro de 1939 e é uma colectividade de carácter
essencialmente desportivo, dedicando-se exclusivamente à actividade futebolística.
As
cores que constituem o clube são a camisola vermelha e o calção branco.
Teve
como primeira sede social um prédio situado na Rua de São Pedro de Moel,
passando, de seguida, para um prédio na Rua Pedro Viana e actualmente
funciona no "Campo da Ordem", inaugurado no dia 3 de Maio de 1939.
Apesar
do futebol ser a prática privilegiada, o S.L.M. dedicou-se, nos seus inícios,
a modalidades como o atletismo, ciclismo, ténis de mesa, voleibol,
basquetebol, possuindo ainda uma escola de patinagem.
O
Industrial Desportivo Vieirense foi fundado em 22 de Dezembro de 1946. A sede
funcionou até à bem pouco tempo no antigo salão "Os Futuristas".
Actualmente tem sede no campo Albano Tomé Féteira.
Até
1966 o campo usado para os jogos de futebol era o campo do Ribeiro da Tábua.
No
dia 2 de Julho de 1967 é inaugurado o campo que hoje conhecemos.
Em
1968 o I.D.V. disputou em Leiria com o Sporting Clube das Caldas, no final da
Taça Sampaio Ramos. Venceram pela diferença de pontapés de canto.
Em
1970 a equipa de Juniores do I.D.V. já pontapeava no novo campo.
O
S.O.M. foi fundado em 31 de Janeiro de 1923. Instalou-se primeiramente num dos
prédios dos Matos, situado na actual Avenida 1° de Maio. Por volta de meados
da década de 30 passa para a Rua Pereira Crespo, porém, pouco tempo depois
muda-se para a Rua Alexandre Herculano.
Actualmente
funciona na Rua 25 de Abril, nas antigas instalações da Sociedade Produtora
de Vidraça Prensada, também conhecida por "Fábrica das Bengalas".
Se
nos primeiros tempos a colectividade tinha como objectivo a prática
desportiva, nomeadamente o futebol, chegando mesmo a possuir um campo , o
"campo da Biquinha", a partir da década de 30 passa a dedicar-se
apenas aos desportos de salão, tais como: bilhar, xadrez e ténis de mesa.
Além
de actividades desportivas, também fizeram parte desta colectividade
actividades de âmbito cultural e recreativo. Assim nasceu o grupo dramático
que representou várias peças de teatro, a título de exemplo, "Os
Jograis da Ordem" ou "Saber ou Sorte", cuja encenação esteve
a cargo de Zeferino André.
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Cima...
A
Biblioteca de Instrução Popular de Vieira de Leiria foi fundada em 1 de
Dezembro de 1932.
A
primeira sede funcionou perto do Largo da República até 1934. De 1934 a 1940
passa a funcionar na Rua Pires de Campos. Em 1940 instala-se no actual
edificio, apenas com rés-do-chão.
João
Gouveia Pedrosa, que foi um dos principais impulsionadores da criação da
B.I.P., proferiu uma conferência na altura do 15° aniversário da
colectividade, onde realçou a extrema necessidade de
combater o analfabetismo.
No
dia 1 de Dezembro de 1962, o Governador Civil de Leiria, Olímpio Duarte
Alves, assiste ao lançamento da primeira pedra para a construção do
primeiro andar.
Desde
que esta colectividade se constituiu nunca deixou de promover actividades
culturais e recreativas: bailes, teatro, exposições são apenas alguns
exemplos. Recordar-se-ão, os mais velhos, desta peça de teatro realizada no
Carnaval de 1972?
No
66° aniversário foi descerrada uma lápide na primeira sede da B.I.P., com a
seguinte inscrição:
«Com o lema "Instruir é
construir". Nasceu neste local a 1 de Dezembro de 1932 a Biblioteca de
Instrução Popular. Homenagem aos seus fundadores. ».
No
dia 1 de Janeiro de 1939 foi fundada a Sociedade de Beneficência e Recreio 1°
de Janeiro, na Ordem.
A
primeira sede funcionou, se bem que a título provisório, na casa de Maria
Lucas, na Rua Júlio Esperança Brito.
No
dia 11 de Agosto é inaugurada a sede que hoje conhecemos, com a actuação da
Troup Jazz "Os Fixes".
A
colectividade dedicou-se, desde o início, a práticas desportivas e
culturais. No campo da cultura é de destacar o teatro e o grupo cénico que
teve como produtor, ensaiador e encenador Zeferino André.
O
S.C.M. foi fundado em 29 de Janeiro de 1939, no lugar da Embra.
Funcionou
primeiramente em casa alugada à família Grácio. Em Maio de 1944 é
inaugurada uma nova sede. Nos primeiros anos dedicou-se aos desportos de salão.
No dia 7 de Junho de 1958 com a inauguração de um ringue de patinagem, passa
a praticar o basquetebol e o andebol e, mais tarde, hóquei em patins.
As
cores da equipa são a camisola branca com tarjas verdes horizontais e calção
preto.
Em
28 de Dezembro de 1966 é inaugurado o actual pavilhão gimnodesportivo.
Relativamente
ao campo cultural, este também não deve ser descurado. Dedicaram-se ao
teatro e realizaram várias palestras e colóquios de âmbito cultural e
desportivo.
Para
Cima...
O
Clube Desportivo de Casal Galego iniciou o seu percurso em 19 de Março de
1941.
Instalou-se
numa casa alugada, na Rua 37, tendo inaugurado uma nova sede em 30 de Maio de
1954, que, anos mais tarde, foi substituída pelo actual pavilhão.
Todos
os anos é comemorado o aniversário do clube com um grandioso baile.
De
alguns anos para cá e conjuntamente com a Câmara Municipal da Marinha
Grande, realiza-se a Feira de Artesanato e Gastronomia, que tanto sucesso tem
alcançado junto da população local e mesmo nacional.
Além
da prática desportiva como a ginástica, desportos de salão, corrida de
bicicletas "Voltas a Casal Galego", o clube também se tem dedicado
ao teatro e inclusivamente ao teatro infantil.
O
Salão "Os Futuristas" esteve situado no local onde até há bem
pouco tempo funcionou a sede do Industrial Desportivo Vieirense.
Este
salão foi palco de vários eventos culturais. Realizaram-se bailes, convívios
e revistas. De destacar a revista "Contra a maré", realizada em
1955, escrita e musicada por João, Aurélio e Adelino Gouveia Pedrosa,
obtendo grande êxito junto da população vieirense.
Grupo
desportivo da Comeira era como esta colectividade era conhecida em 1963, ano
da sua fundação.
A
sede está situada no centro da Comeira, possuindo um campo de futebol e um
recinto para festas.
A
modalidade inicialmente praticada era o futebol.
Em
Junho de 1971 legaliza-se passando a designar-se Associação Cultural e
Recreativa da Comeira.
Além
do futebol, dedica-se a jogos de salão e ao chinquilho.
As
cores do clube são: camisola azul e calção branco.
No
campo cultural e recreativo, em 1952, foi constituído o Rancho Infantil
"Os Corações".
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condensado de: Imagens do Século XX do Concelho da Marinha Grande
autoria de Patrícia Alexandra Balbino Grilo
edição de Pelouro da Cultura da Câmara Municipal da Marinha Grande
edição integrada no âmbito da exposição intitulada: «100 Anos de Fotografia do Concelho da Marinha Grande»
data de edição - Outubro 2001
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