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A
freguesia foi autonomizada no ano de 1600, pelo bispo D. Pedro
de Castilho.
Desconhece-se
quem teriam sido os presidentes até ao ano de 1905. Julga-se, no entanto, que
esse lugar teria sido desempenhado pelos párocos.
Entre
este último ano (1905) e os nossos dias - salvo o período de 4 de Outubro de
1917 a 17 de Novembro de 1926, de que não existem livros de actas nem
apontamentos (consta que esses livros arderam num incêndio havido nos Paços
do Conselho em 25 de janeiro de 1934) – a Junta de Freguesia teve como
presidentes:
- - de
1905 até 30 de Novembro de 1910: padre Manuel Jorge Marçal
- - de
1 de Novembro de 1910 a 31 de Dezembro de 1911: José Pires de
Albuquerque(a)
- - de
2 de Janeiro de 1912 a 16 de Abril de 1913: José Simplício de S.
Virgolino
- - de
7 de Maio de 1913 a 1 de Outubro de 1913: Júlio Carlos Etur
- - de
2 de Outubro de 1913 a 31 de Dezembro de 1913: Joaquim Augusto, F.
Morais
- - de
2 de Janeiro de 1914 a 3 de Outubro de 1917: Afonso Guerra Pedrosa
- - de
4 de Outubro de 1917 a 17 de Novembro de 1926: desconhecidos
- - de
18 de Novembro de 1926 a 11 de Maio de 1930: António Pereira Roldão
- - de
28 de Novembro de 1930 a 3 de Abril de 1932: Januário Martins
- - de
4 de Abril de 1932 a 26 de Maio de 1933: José de Jesus e Silva
- - de
27 de Maio de 1933 a 2 de Novembro de 1955: Januário Martins(b)
- -
de 3 de Novembro de 1955 a 1960: António
Dinis Baroseiro Júnior(c)
- -
de 1961 a 1970: Alfredo dos
Santos Marques(c)
- - de
1971 a Maio de 11, de Maio de 1974: Manuel Domingues Marques (c)
- - de
Maio de 1974 a Abril de 1976: António Soares Pinto(d)
- - de
26 de Abril de 1976 a 22 de Março de 1979: Manuel Alves Cruz(e)
- - de
24 de Março de 1979 a 31 de Dezembro de 1979: José Reinaldo Alves
Vicente(f)
- - de
1 de janeiro de 1980 a 30 de Maio de 1983: José Marques Duarte(g)
- - a
partir de 1 de junho de 1983: Armando Manuel Lopes
- - a
partir de 15 de Dezembro de 1985: Armando Manuel Lopes
NOTAS
(a)
Eleito pelo povo democraticamente, como todos os restantes até 1926. A
partir daí foram escolhidos pelo presidente da Câmara.
(b)
Foi presidente durante 22 anos.
(c)
Não se indicam com precisão as datas por não existirem elementos.
(d)
Eleita em plenário popular no dia 8 de Maio de 1974, no pavilhão da
Embra. Nesse plenário foram também eleitos o secretário (Manuel Rosa Brandão)
e o tesoureiro (José Miranda Júnior).
(e)
Primeiro presidente eleito por sufrágio universal e secreto (eleições
de 12 de Dezembro de 1976) em representação de um grupo de cidadãos. Venceu
por 42.6% de votos.
(f)
Exerceu a presidência devido ao falecimento do presidente anterior e
por ser o segundo da lista mais votada.
(g)
Eleito em 16 de Dezembro de 1979 para o primeiro mandato e em 12 de
Fevereiro de 1982 para o segundo mandato. Em ambos representou a APU, vencendo
por 48.9% e 49.1%, respectivamente. Renunciou, por doença, em 30 de Maio de
1983, pelo que foi substituído pelo segundo concorrente mais votado, também
da APU, Armando Manuel Lopes.
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Finalmente,
em Janeiro de 1917, por proposta do deputado Magalhães Godinho, foi aprovada
no Congresso da República a restauração do concelho. No Diário do Governo
de 20 de Janeiro de 1917, I série, n.º 11, vem publicada a Lei n.º 644, do
seguinte teor:
"Em nome da Nação, o
Congresso da República decreta e eu promulgo, a Lei seguinte:
Artigo 1º - É restaurado o
antigo concelho da Marinha Grande, com sede naquela Vila, e constituído por
esta freguesia e pela da Vieira que, portanto, fica desanexada do concelho de
Leiria.
Artigo 2º - Dos encargos que a Câmara
Municipal de Leiria tem para com a Companhia Geral de Crédito Predial Português
e Caixa Geral de Depósitos e instituições de Previdência, fica a cargo do
novo concelho da Marinha Grande uma parte proporcional ao rendimento colectável
da paróquia desanexada.
Artigo 3º - Cessam desde já as
funções dos cidadãos das duas paróquias que pertençam à Câmara
Municipal ou Junta Geral de Leiria, e o Governo, pelo Ministério do Interior,
designará o dia para, nos dois referidos concelhos, se proceder à eleição
da Câmara Municipal e Procurador à junta Geral.
Artigo 4º - Fica revogada a
legislação em contrário.
Os ministros do Interior e das
Finanças afaçam imprimir, publicar e correr
Paços do Governo da República,
25 de Janeiro de 1917 - Bernardino Machado - Brás Mouzinho de Albuquerque -
Afonso Costa."
Em 26 de Março de 1917 o
Governador Civil de Leiria nomeou a Comissão Instaladora, composta por José
dos Santos Barosa (presidente), José Simplício de Sousa Virgolino, Joaquim
Matias Sobrinho, Ilídio Duarte de Carvalho e Joaquim Gouveia Pedrosa
(vogais). Para assistir o acto, aguardando as autoridades que vinham de
Leiria, estavam no largo fronteiro à sede da junta milhares de pessoas da
Marinha Grande e da Vieira, banda de música e todos os membros da junta (na
altura presidida por Afonso Guerra Pedrosa). À chegada da comissão
estrelejaram. os foguetes, a música tocou o hino nacional e a multidão
vitoriou os membros do governo, da comissão e o novo concelho. 0 presidente
da Junta logo pôs à disposição o edifício desta para nele funcionar a
futura Câmara Municipal. Ficou também assente que o dia oficial para a
restauração do concelho seria o de 26 de Março de 1917, que também
passaria a ser feriado municipal.
A comissão instaladora procedeu
à instalação da Câmara no edifício referido e nomeou os primeiros funcionários,
a título interino: chefe da secretaria, Jaime de Almeida Coutinho; amanuense
José da Silva Barosa; contínuo, zelador, pregoeiro e cobrador de terrado,
José Dinis Pereira; aferidor, Álvaro Pereira Franco; tesoureiro, José de
Sousa. Também procedeu à instalação do primeiro posto da Guarda Nacional
Republicana, em 21 de Maio de 1917, num prédio de Manuel da Silva, situado próximo
à Rua da Restauração (hoje fazendo parte da Fábrica de Vidro Neutro).
Os primeiros órgãos municipais
eleitos tomaram posse em 8 de Outubro do mesmo ano. Logo de manhã, juntou-se
praticamente todo o povo, acompanhado pelos políticos mais destacados da terra e por
duas bandas de música, à entrada da Vila (junto à creche Pereira Crespo,
hoje junta de Freguesia), para aguardarem os convidados: representantes do
presidente do Ministério, do ministro do Fomento e do Governador Civil de
Leiria, senadores e deputados, o presidente da Câmara de Leiria, vereadores,
jornalistas, etc..
Foram empossados como membros da
primeira Comissão Executiva (eleita por escrutínio secreto dentre a vereação
eleita directamente pelos munícipes) José SimplÍcio de Sousa Virgolino
(presidente), Joaquim Augusto Ferreira de Morais (vice-presidente), Dionísio
Augusto da Mota (secretário), Joaquim Gouveia Pedrosa (vice-secretário) e
Alfredo Luiz Fèteira (vogal).
A partir de 1917, dirigiram as várias
Câmaras, Comissões Administrativas ou Comissões Executivas os seguintes
presidentes (indicam-se as datas de início de exercício):
- - 08 de Dezembro de 1917: José
Simplício de Sousa Virgolino
- - 12 de Janeiro de 1918: IIídio
Duarte de Carvalho
- - 11 de Setembro de 1918: José
Ferreira Custódio Júnior
- - 20 de Dezembro de 1918: João da
Silva e Sousa
- - 05 de Abril de 1919: Joaquim
Augusto Ferreira de Morais
- - 02 de Agosto de 1920: Joaquim
Morais Matias
- - 02 de Janeiro de 1923: José de
Sousa Neto
- - 02 de Janeiro de 1926: Joaquim
Augusto Ferreira de Morais
- - 21 de Julho de 1926: Joaquim
Ferreira Domingues
- - 20 de Janeiro de 1928: António
de Paula Brito
- - 14 de Junho de 1928: Dionísio
Augusto da Mota
- - 25 de Maio de 1929: José Matias
Ferreira
- - 13 de Dezembro de 1929: Isidro
Couceiro Neto
- - 19 de Março de 1930: Domingues
Silvestre Ferreira
- - 02 de Novembro de 1931: António
Matias
- - 22 de Março de 1932: Isidro
Couceiro Neto
- - 27 de Abril de 1933: Domingos
Silvestre Ferreira
- - 29 de Maio de 1935: José
Guilherme Roldão
- - 13 de Maio de 1941: Dr. Adolfo
Laborinho Cardoso
- - 27 de Março de 1945: Dr. Luís
dos Santos Lopes
- - 13 de Novembro de 1952: Victor
Manuel Amaro S. Santos Gallo
- - 25 de Abril de 1960: Manuel
Afonso T. Morais S. Barosa
- - 14 de Setembro de 1964: Adriano
Marques Roldão(a)
- - 24 de Maio de 1974: António
Afonso dos Santos Barata(b)
- - 26 de Agosto de 1975: Francisco
Vareda de Jesus Pedroso(c)
- - 05 de Janeiro de Í 977: Dr.
Artur Neto Barros(d)
- - 02 de Janeiro de 1980: João
Barros Duarte(e)
- - 05 de janeiro de 1983: Emílio
Ferreira Rato(f)
NOTAS
(a)
último presidente do regime salazarista - marcelista.
(b)
Eleito após a revolução de 25 de Abril de 1974, em plenário da
população realizado em 8 de Maio de 1974, por proposta da CDE. No mesmo plenário
foram também eleitos os seguintes vereadores: Américo dos Santos Catita, José
Manuel Ferreira Barroca, Francisco Vareda de Jesus Pedroso, José Duarte
Bizarro, Manuel Lopes, Joaquim de J. Saraiva Fonseca, Teodósio Pedrosa, Júlio
Paiva Dinis Mouco, Aguinaldo Estrada Santos, Virgílio 0.
Lemos, Francisco Veríssimo
Duarte e Artur Pereira de Oliveira. Entretanto, renunciaram aos cargos Américo
dos Santos Catita, Manuel Lopes, Joaquim de J. Saraiva Fonseca e Júlio Paiva
Mouco, tendo o delegado da Junta de Salvação Nacional (um oficial do Exército)
sancionado os restantes. Devido aos muitos afazeres da Comissão
Administrativa foi criado o lugar de vice-presidente, para o qual foi
escolhido o vereador Francisco Vareda de Jesus Pedroso.
(c)
Escolhido por renúncia do anterior presidente, António Afonso Barata.
(d)
0 primeiro presidente da Câmara, eleito por sufrágio universal e
secreto após o 25 de Abril de 1974 (nas eleições de 12 de Dezembro de
1976). Representando o Partido Socialista, venceu com 43.61 % dos votos.
(e)
Eleito em 16 de Dezembro de 1979, em representação da APU, com 46,3%
dos votos.
(f)
Eleito nos dois últimos mandatos, sucessivamente em 12 de Dezembro de
1982 (com 47.9%) e em 15 de Dezembro de 1985 (com 51,9% dos votos), sempre em
representação da APU.
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