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Igreja Católica Apostólica Romana

Igreja Protestante

Igreja Nova Apostólica

Assembleia de Deus

Testemunhas de Jeová

Igreja Católica Apostólica Romana

De origem apostólica, considera-se descendente em linha directa da igreja fundada por Jesus Cristo. Tem como chefe máximo o Papa, vigário de Cristo na terra, sucessor de Pedro, cujo Primado faz parte integrante do seu corpo doutrinário, partindo da própria afirmação de Cristo: "Sobre esta pedra edificarei a minha Igreja". 
Foi a primeira igreja a implantar-se na Marinha Grande.

Igreja Matriz
 

Foi no remoto ano de 1590 que o povo erigiu uma pequena capela de invocação a Nossa Senhora do Rosário,no mesmo local onde hoje se situa a moderna igreja paroquial. Nesse mesmo ano, os povos da Marinha Grande e da Garcia pediram ao bispo de então, D. Pedro de Castilho, para nela se dizer missa, o que foi concedido.

Esta pequena capela tinha um altar-mor com nicho de pedra, dourado, onde se encontrava a imagem da Senhora do Rosário, e dois altares colaterais, também com nichos dourados, a Nossa Senhora da Encarnação, S. Sebastião e S. Francisco. Tinha ainda sacristia, pia baptismal fechada e um sino pequeno.

Passou a ser igreja Paroquial no ano de 1600, sob a mesma invocação, quando o bispo já referido a desmembrou da freguesia de S. Tiago do Arrabalde da Ponte (Leiria), dando assim satisfação aos povos, que antes se tinham de deslocar cerca de 13 km por maus caminhos para tratarem de assuntos relacionados com a paróquia. Aos habitantes ficou a obrigaInterior da Igreja matriz da Marinha Grande (antes de 1971)ção de zelarem pela capela, sacristia e moradia do cura.

Dado o aumento populacional, foi demolida cerca de 1804, construindo-se, com aproveitamento de alguns materiais e no mesmo lugar, uma igreja mais ampla, que passou a ter cinco altares: o altar-mor, que foi engrandecido, dois colaterais do lado do Evangelho, dedicados ao S.S. Sacramento e a Nossa Senhora das Dores, e dois do lado da Epístola, dedicados a Nossa Senhora da Conceição e a S. Sebastião, estes últimos fornecidos de cera por famílias particulares. Construiu-se também uma imponente torre com quatro sinos, onde mais tarde, em 1868, foi colocado o primeiro relógio.

Porem, em 1815, em consequência dos estragos causados pelas tropas francesas aquando das invasões, a Igreja Matriz teve que ser restaurada.

Ainda em 1857, por se encontrarem em ruína as paredes interiores e o tecto da igreja, mandou o pároco Matias Carreira Guerra proceder ao seu restauro. Curiosamente, sabe-se que nesse restauro se aplicou pela primeira vez na região o estuque, material até então aqui desconhecido, cuja aplicação foi feita por artistas vindos propositadamente da raia (Viana do Castelo). Foi tal o sucesso desta obra que muita gente veio à Marinha Grande para ver esse novo trabalho.

Por volta do ano de 1890, em face do aumento populacional da freguesia, que o grande desenvolvimento industrial lhe trouxe, a igreja não comportava todos os fieis, pelo que se procedeu a nova ampliação.

Antes fora também construído o majestoso edifício para residência paroquial, sede da Junta de Freguesia  e Escola Primária, onde hoje funciona a Polícia de Segurança Pública.

(a Marinha era já nessa altura uma das freguesias de Leiria com maior população).

A igreja ficou ampla, bonita e dotada com novas imagens: s.José, Senhor dos Passos e Nossa Senhora das Dores, esculpidas pelo artista portuense Celestino José Queiroz e pintadas por Diogo Sampaio, também artista portuense, que soube imprimir-lhes expressões de bondade, simpatia e devoção. Principalmente a pintura do rosto da imagem do Senhor dos Passos traduzia bem todo o sofrimento e dor que a pesada cruz fazia adivinhar. Com excepção da Nossa Senhora das Dores, oferecida pelo conde de Azarujinha, em 1890, estas imagens foram enquadradas, juntamente com as de s.José e Senhora do Rosário, mais antigas, no altar-mor, rico em taha dourada, iluminado por ricos e majestosos lustres de cristal produzidos por artistas marinhenses.

Em 1930, o relógio da torre da igreja foi substituido, pela Junta de Freguesia, por um mais moderno, que custou 9.522$90. Aquando da construção da nova igreja, em 8 de Dezembro de 1971, foi de novo substituído.

Esta linda igreja, que fazia o orgulho do povo marinhense, que nela via o único monumento de valor histórico da Marinha Grande, recebeu em tempos a visita de um redactor do Almanaque Comercial de Lisboa, que sobre ela escreveu o seguinte:

"Chamada da Senhora do Rosário, e uma linda Igreja. Com altar-mor e mais outros quatro altares, dois dos quais estão em frente do corpo da Igreja, sendo os outros laterais. Tem uma só nave. O coro, sustentado por boas colunas de ferro, e feito em magnífica madeira do Pinhal do Rei. As janelas têm vidros de côr. O trono do altar-mor é muito bonito. Ao meio da igreja corre uma passadeira em mosaico em pedra branca e preta".

Por volta dos anos 1930 a igreja foi beneficiada com electrificação.

Foram de grande nomeada as festas religiosas realizadas na Igreja Matriz, na sede do concelho. Tinham lugar pelo menos uma vez por ano, eram consagradas a Nossa Senhora das Dores e Nossa Senhora do Rosário, esta tendo início antes de 1815. As festas compunham-se de missa, procissão, de que faziam parte as confrarias, imagens de santos e santas, andores vindos dos lugares próximos carregados com produtos variados e em que não faltavam as lindas notas de banco, pálio bastante rico em que seguiam os eclesiásticos e pessoas influentes da terra, bandas de música e muito povo. Percorria as principais artérias da vila, onde os moradores colocavam as suas melhores colgaduras. Igreja matriz da Marinha Grande (antes de 1971)

Depois da procissão havia arraial para venda de ofertas e distracção do povo, sempre abrilhantado por filarmonicas, em que se dava largas a alegria, comendo, bebendo, dançando e comparticipando na compra de rifas nas quermesses e nos leilões de oferendas. Hoje, embora se continuem a realizar estes festejos, estão limitados somente à igreja. Não há procissão pelas ruas da Vila e não se podem considerar festas populares. São estritamente religiosas.

Em 1969, a igreja começava a ser pequena para receber todos os fiéis e apresentava, de novo, alguns sinais de insegurança, segundo se dizia, devido a infiltração de águas. O pároco Manuel Duarte Veríssimo promoveu a total substituição da velha igreja por uma nova, mais ampla, a erigir no mesmo local. Houve algumas reacções contra essa ideia, de pessoas que não achavam bem destruir-se o único monumento histórico da Vila, de características que marcavam bem uma época arquitectónica de grande valor e a que estavam ligadas pelos saudosos tempos da sua meninice. Pretendiam que fosse preservado e que um novo templo, se necessário, fosse feito noutro local. Mas nesses tempos não era costume ouvir-se ou discutir-se esses assuntos, e nesse mesmo ano a vontade do pároco foi posta em prática e o precioso monumento foi destruído.

No mesmo local, como estava prometido, foi erigido um moderno e amplo edifício, desenhado por António Dinis Baroseiro, que também dirigiu a construção. Foi inaugurado em 8 de Dezembro de 1971 pelo bispo D. João Pereira Venâncio, estando presente o Governador Civil, as autoridades marinhenses e muito povo.

Custou cerca de 4 000 contos, angariados por subscrição pública, incentivada pelo Jornal da Marinha Grande e por duas Comissões para esse efeito criadas, uma de honra e outra executiva.

A comissao de Honra era composta por: presidente da Câmara Municipal; industria vidreira, representada pelas fábricas Companhia Industrial Vidreira (CIVE), Companhia Vidreira Nacional (COVINA), Fábrica-Escola Irmãos Stephens, Guiherme P. Roldão, Fernando Neto Ferreira (LABAL), J. Ferreira Custódio, Ricardo dos Santos Galo, Manuel Pereira Roldão e Santos Barosa; indústria de moldes, representada por Aníbal H. Abrantes, Edilásio Carreira da Silva, Emidio Maria da Silva, José dos Santos Ruivo, Paour & Aquino e Fábrica de Equipamentos Vidreiros Belchior; industria de madeiras, representada por Manuel Laranjeira Guerra, Sucs.; indústria de plásticos, representada por António Martins Valverde, Iberoplás e UPLA; indústria de transportes, representada por João Pereira Vilela; outras actividades,

representadas por António Custódio de Morais, António Dinis Baroseiro Júnior, José Vieira dos Santos e Raul dos Santos Tovim.

A outra Comissão, Executiva, era composta por Maria Filomena de Noronha Santos Galo, Maria do Rosário Ferreira Custódio de Morais Font, Dr. Artur Neto de Barros, Eugénio de Noronha e Oliveira e Joaquim Dinis Alves.

 

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Igreja Protestante

Templo da Igreja Baptista na Marinha Grande Trata-se de um conjunto de doutrinas e grupos cristão, dissidentes do catolicismo. O ramo existente na Marinha Grande é a Igreja Evangélica Baptista, proveniente dos Anabaptistas, cujo acto essencial de culto é o Baptismo. A Escritura e a única base reconhecida como norma e como orientação prática.
A Igreja Evangélica Baptista está presente na Marinha Grande desde Setembro de 1946, por iniciativa da Igreja Baptista de Leiria. 
O seu templo,que se situa na Avª. 1º de Maio, foi inaugurado em 1 de ]aneiro de 1950 e construído quase na totalidade a expensas do irmão-diácono Manuel Antunes Pereira e sua esposa, membros da igreja de Leiria, naturais de Parceiros - Leiria. 
As obras de construção foram orientadas pelo pastor António dos Santos Martins, que tinha vindo para a Marinha Grande em Setembro de 1946. 

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Igreja Nova Apostólica

Templo da Igreja Nova Apostólica na Marinha GrandeTal como a maior parte dos grupos dissidentes (protestantes) do Cristianismo Católico Romano, a Igreja Nova tem na Escritura a base de toda a organização ritual e de toda a orientação ética e doutrinária, aceitando uma série de dogmas comuns a qualquer Igreja de raiz cristã. Esta Igreja Nova Apostólica não é uma imitação da primeira Igreja Apostólica, mas sim a sua continuação na época actual. Tanto hoje como no início, o Espírito Santo é a força espiritual e a ligação a Deus. Assim como o Apóstolo Pedro foi a cabeça visivel da primeira Igreja Cristã, assim compreendem os cristãos novo-apostólicos a posição do Apóstolo Maior entre os apóstolos e em toda a Igreja. 
Foi constituída na Marinha Grande em 1982 e em 1985 inaugurou o seu templo, na Rua do Lameiro, nº 3 (Casal Galego). O responsável distrital pelas várias comunidades e igrejas é o Ancião Virgílio Clérigo e o Evangelista da igreja local é Luís Madeira. 





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Assembleia de Deus

É proveniente das seitas pentecostais, cujo ponto doutrinário essencial é a crença de que o Pentecostes Apostólico se repete. 
A partir dos finais dos seculo XIX, irradiou dos Estados Unidos e Canadá para a Europa. Terá sido trazida para Portugal por missionários escandinavos, mais provavelmente suecos. 
Instalada na Marinha Grande por volta de 1977, tem a sua Casa de Culto na Estrada da Nazaré. 

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Testemunhas de Jeová

Negando a divindade de Cristo, esta distingue-se claramente de qualquer das outras igrejas presentes na Marinha Grande. São herdeiros directos das seitas adventistas, sendo o milenarismo um elemento essencial da sua crença e da sua pregação. A predestinaação e sobretudo a crença no carácter colectivo dos enviados de Deus fazem desta seita um grupo muito característico, por exemplo, na sua acção de proselitismo. 
Fundada por C.T. Russel, em 1872, nos Estados Unidos, rápidamente se espalhou por todo o mundo. 
Na Marinha Grande, tem a sua casa de culto na Av. lº de Maio.

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condensado de: Cidade de Marinha Grande - Subsídios para a sua História
autoria de: João Rosa Azambuja
edição de Pelouro da Cultura da Câmara Municipal da Marinha Grande
edição integrada nas Comemorações dos 250 anos da Indústria do Vidro
data de edição - Dezembro de 1998

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