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Em 1963, dois
antigos redactores - correspondentes d' A Voz da Marinha Grande, José
Martins Pereira da Silva e Virgílio
0liveira Lemos, começaram a envidar esforços para
concretizar um jornal inteiramente marinhense. Demovidas
algumas dificuldades junto da Gráfica Editora (de Rio
Maior); proprietária do Alvará, o primeiro número saiu em
1 de Junho de 1963.
Era então
dirigido por Fernando Duarte, sendo proprietário João
Pereira e editor R. Ricardo Lopes, todos representantes da
Gráfica Editora. Como redactores principais, indicavam-se José
Martins Pereira da Silva e Virgílio
0liveira Lemos.
Do Editorial
desse primeiro número destacamos as seguintes passagens:
" 0 Jornal da Marinha Grande... está em plena actividade, ao serviço
da indústria, comércio, escolas, colectividades,
desportos, letras, ciências e de todas as curiosidades artísticas,
históricas e etnográficas. 0 seu aparecimento, embora
modesto, preenche uma lacuna e satisfaz, por isso, a legítima
e antiga aspiração dos marinhenses; e como órgão
informativo, tem deveres a cumprir:
defender com estímulo e amor-próprio os direitos civis que
as leis vigentes asseguram aos cidadãos portugueses e
servir de porta-voz a todas as reivindicações
consubstanciadas na razão e na legitimidade desses mesmos
direitos. "
Nesse primeiro
número, os redactores principais publicaram também, em
acto louvável, um grande artigo intitulado "Gratidão",
homenageando antigos jornais e jornalistas marinhenses.
O primeiro
director deixou o cargo, por afazeres profissionais noutras
publicações, no final de 1963. Falecido já o seu
substituto mais óbvio, José
Martins Pereira da Silva - que então passou a figurar
no cabeçalho como "Fundador" - foi escolhido para
director Diamantino
da Silva André, que desde 29 de Junho de 1963 fazia
parte do corpo redactorial e colaborara já noutros jornais.
Com perseverança, dirigiu o jornal da Marinha Grande
durante mais de dezoito anos. Logo de início, convidou para
redactores o Dr. Gustavo Barosa, Telmo Ferreira Neto, Vítor
Ferreira, Rev. Dr. Luciano Guerra, Dr. Álvaro
da Silva André e Adriano Ferreira Paiva. Mantiveram-se
colaboradores anteriores, como José Ricardo Pereira Galo,
que escreveria no jornal até falecer, em 1981.
Em 1968 e 69,
como se pode ler, por exemplo, no editorial de 03.03.1969, o
jornal vive alguns problemas de distribuição e redacção,
levantando-se a possibilidade de fecho por parte da empresa
proprietária. Procedeu-se então, com a colaboração do pároco
da época, a compra do Alvará, passando a figurar corno
proprietária a instituição Património dos Pobres e como
editor Diamantino S. André.
Havia de novo, finalmente, um jornal feito por marinhenses
para marinhenses, que manteve a luta iniciada desde os
primeiros tempos pela defesa dos interesses do povo, com
destaque para os problemas sociais, a construção do Museu
do Vidro, a construção do Hospital, etc., etc..
Por razões
profissionais, Diamantino
S. André pediu em Abril de 1971 a exoneração do cargo
de director, que sempre desempenhara desinteressadamente.
Seguiu-se-lhe Joaquim João Pereira, na altura trabalhador
estudante universitário em Coimbra, que facilmente se
adaptou ao cargo. Rodeou-se de hábeis redactores, como
Manuel Matias Crespo, Rev. Padre Dr. Luciano Guerra, Mário
Jorge, Adriano Paiva, Edmundo
Oliveira Órfão, Fernando Marrazes, etc., com quem deu
uma nova dinâmica ao jornal - que em 1970 recebeu um prémio
do Governo Civil de Leiria, instituído para galardoar os
artigos que constituíssem uma crítica construtiva à
Administração Pública distrital.
Alguns anos
depois, o Dr. Joaquim J. Pereira (que entretanto completara
os estudos), pediu por sua vez a demissão do cargo, tendo
sido substituído, em 25 de Outubro de 1974, por Adriano
Ferreira Paiva, antigo membro do corpo redactorial. Foi um
período politicamente muito conturbado, tornando-se difícil
ao novo director conciliar os interesses dos muitos
leitores, todos obviamente pretendendo que o jornal tivesse
uma orientação consentânea com os seus ideais políticos.
Isso chegou a fazer perigar a sobrevivência do periódico,
pois perdia diariamente muitos assinantes. Em editorial
publicado em 03.10.1975 a
Administração
alertou os leitores, colocando o problema da continuidade do
jornal. Muitos leitores responderam com palavras de
incitamento, pelo que a Administração decidiu manter a
publicação, embora convidando novo director: Fernando
Augusto de Sousa Lopes, que foi empossado em 19 de Dezembro
de 1975.
Hoje, o jornal
reconquistou o antigo prestígio.
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MEMORANDO
A Cooperativa RCMG é o resultado da institucionalização de um grupo que, tendo ligações à vida associativa do Concelho da Marinha Grande, na sequência do aparecimento das então chamadas Rádios Livres preparou o seu emissor, e começou a organizar
uma estação de Rádio Local. Já com designação de Rádio Clube Marinhense e desde logo dedicando toda a atenção à actividade das Colectividades de Cultura e Recreio e todas as de interesse para o desenvolvimento do Concelho. O conteúdo da programação
emitida teve desde logo largo apoio em todo o Concelho.
Com a regulamentação da actividade de Radiodifusão entretanto publicado, ( nº 3 do artigo 1º da Lei nº 87/88, de 30 de Junho, e do nº 2 do artigo 6º do decreto-lei nº 338/88, de 28 de Setembro) a RCM concorreu
e viu legalizada a sua actividade pela atribuição do alvará para o exercício de actividade de Radiodifusão em 22 de Maio de 1989.
Iniciada a actividade legal, tem esta Cooperativa continuado a desenvolver a sua actividade regularmente no
prosseguimento dos seus objectivos estatutários e
sob os princípios enunciados no seu estatuto editorial, pautando-se pelo rigor, isenção e independência.
Criamos um quadro de pessoal que neste momento é de 8 assalariados, implantamos
infra-estruturas administrativas e de emissão, financiadas pela venda de
publicidade e auxílios do nosso diversificado "Núcleo de Amigos da RCM" o que tem permitido continuar a prestar apoio promocional às actividades das cerca de
50 associações de caracter Recreativo, Desportivo, Cultural e Social do Concelho da Marinha Grande.
Temos colaborado neste âmbito com os Órgãos Autárquicos do nossos Concelho e limítrofes assim como com outras instituições nomeadamente, Escolas,
Repartições de Finanças, EDP, Governo Civil, etc., na difusão de avisos e informações de utilidade pública, sempre a titulo gracioso.
ESTATUTO EDITORIAL
Sendo a Rádio Clube Marinhense um órgão de comunicação social vocacionado para servir a comunidade Marinhense e da região de Leiria, nomeadamente,
prestando informação sobre os vários domínios da vida Social e Colectiva, o seu Estatuto Editorial rege-se por parâmetros de deontologia e de ética inerentes ao
serviço público que se propõe prestar:
- A Rádio Clube Marinhense agirá sempre com rigor, com isenção e com objectividade garantindo independência política, religiosa e económica;
- A Rádio Clube Marinhense promoverá o pluralismo na informação que edita e emite;
- A Rádio Clube Marinhense tratará, em pé de igualdade, formações políticas e sindicais, credos religiosos e forças económicas.
- A Rádio Clube Marinhense pautará a sua actividade pela defesa dos interesses da Comunidade tanto do concelho Marinhense como da região onde se insere,
estando particularmente atento às
carências das populações à defesa da ecologia e do meio ambiente;
- A Rádio Clube Marinhense prestará a atenção devida aos aspectos recreativos e culturais apoiando-os, divulgando-os e promovendo-os.
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